Curitiba, 20 (AE) - O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, disse hoje que o acordo celebrado ontem à noite com a Volkswagen, Ford e Scânia, em São Paulo, é uma "vitória do movimento". "Mas não é isso apenas o que nós queremos", afirmou. "Nós queremos um contrato coletivo nacional, que possa colocar regras no que está acontecendo." Silva disse que, a partir de agora, o grande objetivo das entidades é a Fiat em Minas Gerais. "É uma guerra particular", afirmou "Vamos fazer uma campanha para ninguém mais comprar carros da Fiat." O presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Egberto Navarro, também elogiou as propostas das montadoras paulistas. "Mas tem de sair o contrato coletivo de trabalho", afirmou.
O vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Carlos Alberto Grana, disse que os trabalhadores da Ford e da Scânia já aceitaram a proposta e que na sexta-feira os funcionários da Volks vão analisá-la. "Acredito que deve ser aprovada." Os três participam das manifestações nas montadoras Renault e Audi, em São José dos Pinhais, e Volvo, em Curitiba. As três tiveram as atividades paralisadas durante a manhã de hoje, com perspectivas de continuar sem funcionar à tarde. A Chrysler, em Campo Largo, deu férias coletivas aos funcionários.

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