São Paulo, 24 (AE) - A Força Sindical anunciou hoje que pretende continuar a companha por um salário mínimo de US$ 100. A partir de terça-feira (18), a entidade deve iniciar uma jornada nacional pela recuperação do salário e dignidade dos aposentados e pensionistas com passeatas em diversas cidades do País. Na quarta-feira, irá, com a CUT e a CGT, ao Congresso Nacional para protestar contra o aumento de R$ 15,00 para o salário mínimo. "A política do governo é desmoralizar cada vez mais os nossos velhinhos", disse o presidente da Força Sindical
Paulo Pereira de Silva, o Paulinho.
Ele afirmou que a autorização para que os Estados apliquem pisos diferentes, de acordo com lei complementar encaminhada ao Congresso, não beneficia os 12,8 milhões de aposentados e pensionistas do País e atinge apenas 3 milhões de pessoas. Paulinho acha que, enquanto não houver uma reforma da Previdência, não será possível recuperar o valor do salário mínimo. "O problema da Previdência são aqueles que recebem os benefícios mais altos", disse.
O sindicalista defende o fim dos privilégios e a fixação do teto de aposentadoria de 10 salários mínimos, por exemplo. Se este saneamento fosse feito, ele apoiaria a proposta de o setor privado contribuir com valores mais altos para garantir melhores rendimentos.

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