São Paulo, 08 (AE) - O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, afirmou estar aguardando o resultado da reunião marcada para terça-feira (11), em São Paulo, entre governo e representantes dos trabalhadores e empresários, sobre a prorrogação do acordo emergencial para o setor automotivo. Segundo o sindicalista, se não existirem progressos a partir do encontro, ele discutirá com o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Luiz Marinho, as medidas a serem tomadas. Por enquanto, as manifestações da categoria continuam suspensas.
Sobre a proposta do governo feita ao setor para realizar uma auditoria nas empresas, com o objetivo justificar o aumento de 9,98% nos preços dos automóveis, Paulo Pereira da Silva disse que "as montadoras precisavam ser pressionadas para levar a discussão para a mesa". De acordo com o presidente da Força Sindical, os trabalhadores defendem um aumento de apenas 5% nos preços dos carros, metade do que foi estabelecido na última semana pelo setor. "O que não dá é para manter o aumento de 10%", disse.
As declarações de Paulo Pereira da Silva foram feitas hoje, na sede do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, durante a abertura das inscrições para o Programa de Incentivo ao Trabalho e Requalificação Profissional. O programa pretende oferecer emprego e treinamento, durante seis meses, a 10 mil trabalhadores na cidade, a partir de uma iniciativa da Força Sindical e da Prefeitura de São Paulo, com recursos de R$ 15 milhões.

mockup