Força Sindical acha difícil a renovação do acordo automotivo
São Paulo, 11 (AE) - O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, considerou difícil a renovação do acordo emergencial do setor automobilístico, caso as montadoras não abram mão do reajuste de 10% nos preços dos veículos. "Se eles não abrirem mão, dificilmente chegaremos a um acordo", afirmou Paulinho, que chegou há pouco à sede do Ministério da Fazenda, em São Paulo, para participar da reunião entre representantes do governo, das montadoras e dos trabalhadores. O encontro começou às 11 horas.
Na opinião do sindicalista, o reajuste deve ser de 5%, no máximo. Paulinho disse que as montadoras deveriam ter trazido para a reunião de hoje as planilhas que indicam os prejuízos do setor, provocados pela desvalorização do real. Entretanto, o presidente da Anfavea, José Carlos Pinheiro Neto, disse que as montadoras não trouxeram as planilhas.
Para Paulinho, a renovação do acordo está nas mãos das montadoras. "A responsabilidade a partir de hoje, senão sair o acordo, é das montadoras", afirmou. Ele disse que caso não seja renovado o acordo para garantir a manutenção do emprego no setor
a Força Sindical pretende organizar grandes manifestações com a CUT em todo o País. (Carla Franco)





