Rio - No Rio desde terça-feira (9), os cerca de 300 integrantes da Força Nacional de Segurança Pública que vieram de Brasília para ajudar no controle da violência ainda não saíram às ruas. A previsão da Secretaria de Segurança Pública do Estado é de que o reforço no patrulhamento só seja iniciado na próxima segunda-feira. Em um primeiro momento, as operações vão focar no combate ao roubo de cargas e a repressão ao crime organizado. Inicialmente, as ações devem se concentrar na zona norte da cidade, junto aos complexos do Chapadão e da Pedreira, onde ocorrem a maior parte dos ataques a caminhões.

"A ideia é aplicar esse efetivo no controle da criminalidade violenta, do crime organizado, com foco no roubo de veículos, na letalidade violenta e no roubo de cargas. Esse efetivo vai atuar nas manchas criminais, em cima de análises que realizamos, que apontam pontos críticos de criminalidade. Vias expressas também serão reforçadas", disse o subsecretário de Segurança do Rio, Roberto Alzir. Na tarde desta quinta-feira (11), ele se reuniu com o diretor da Força Nacional, coronel Joviano Conceição Lima, com o comandante da Força Nacional na operação no Rio, coronel Benedito Pereira, além de representantes da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Civil e da Polícia Militar.

O subsecretário deixou claro que, em uma primeira fase, os integrantes da Força Nacional não vão entrar em favelas, realizando cerco no entorno. "O planejamento é dinâmico. Num primeiro momento a ideia é que a Força Nacional nos ajude no patrulhamento dessas vias expressas, no cerco dessas regiões, e que o policial local, mais acostumado com essa dinâmica de incursões, faça essa ação", explicou.

Alzir comentou também a possibilidade do estado receber efetivo das Forças Armadas, como ocorreu no passado, durante processos prévios de implantação de unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). "Nenhum apoio está descartado por parte do Estado", disse o subsecretário, que também cogitou pedir a prorrogação da Força Nacional por mais 90 dias.

Os homens estão baseados no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças da Polícia Militar do Rio (CFAP), em Sulacap, zona oeste da capital, e ainda aguardam orientações sobre suas funções na cidade.

A solicitação de reforço no policiamento no Rio de Janeiro foi feita ao presidente Michel Temer (PMDB) pelo governador, Luiz Fernando Pezão (PMDB), há cerca de dez dias, quando 11 veículos foram incendiados a mando de traficantes em vias importantes da zona norte do Rio. Na ocasião, o governador afirmou, porém, que o pedido não tinha relação com os incidentes.

As equipes da Força Nacional se unem ao contingente de 125 homens que já estava trabalhando no Estado e que tem como prioridade a guarda de prédios públicos - como o da Assembleia Legislativa do Rio.

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