Força dos ventos assusta em Maringá
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sábado, 14 de junho de 1997
Marccio W. Varella 
Maringá
Marcos NegriniDia seguinteEm região bastante destruída, a Zona 5, árvore é arrancada pelos ventos que chegaram a 90 kmVentos entre 70 e 90 quilômetros por hora, segundo cálculo da Estação Meteorológica da Universidade Estadual de Maringá (UEM), derrubaram mais de 500 árvores e postes de concreto em cinco bairros da Cidade durante a madrugada de ontem, entre as 3 horas e 3h30. Uma pessoa morreu em acidente de motocicleta durante a chuva.
Árvores caíram por cima de muros e de casas e interromperam o trânsito em ruas dos bairros Zona 2, Zona 4, Zona 5, Vila Operária e Mandacaru, provocando a queda de fios. Cerca de duas mil famílias podem ter ficado sem telefone e energia elétrica. Somente hoje é que Copel e Telepar terão o número exato de famílias prejudicadas. Maringá tem 50 mil terminais telefônicos.
Os ventos atingiram também as árvores do Bosque 2, expulsando cerca de 20 macacos para as ruas. Eles só retornaram para seu habitat depois das 9 horas de ontem.
Segundo o secretário municipal do Meio Ambiente, Hamilton Cardoso, há muitas reclamações do número de árvores em Maringá, por causa da queda de galhos secos. Mas se não fosse o Bosque 2 muita gente poderia ter morrido dentro de suas casas. O bosque segurou a força do vento. Não morreu ninguém porque o vendaval ocorreu de madrugada e as ruas estavam desertas.
O representante comercial Marcelo Lopes Buch, que mora na Avenida Itororó, em frente ao Bosque 2, ouviu o barulho de galhos caindo das árvores no bosque às 3 horas: Não sabia que seria tão violento assim. De manhã, ele foi filmar os estragos. Segundo o secretário Cardoso e o superintendente regional da Telepar, Sócrates Campos Sarlas, é a primeira vez que a cidade tem ventos com essa violência.
A Rua Alfredo Pujol, na Zona 5, foi uma das mais prejudicadas pelo vento. Três sibipirunas foram arrancadas do chão pelas raízes, derrubando os postes de concreto e deixando toda a rua sem energia elétrica e telefone. Dorival Carraro, morador da casa número 811, apenas ouviu os trovões e relâmpagos. Quando acordou, encontrou sua rua bloqueada pelas árvores.
Na Avenida Mandacaru, às 3h25, durante uma chuva forte acompanhada de trovões e relâmpagos, uma motocicleta perdeu a direção e bateu num caminhão parado. O piloto Ivo dos Santos Leonardo, 22 anos, morreu no local. Seu garupa, Marcos da Cruz, 20 anos, foi levado para o Hospital Universitário (HU). Ele precisava fazer raios-X e sutura, mas dispensou o atendimento. Saiu correndo do hospital.


