Carlos Vieira da Fonseca, 25 anos, foragido da Colônia Penal Agrícola de Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, morreu ontem após um suposto confronto com policiais militares à margem do Rio Laranjinha, no município de Bandeirantes (34 km a leste de Cornélio Procópio).
Segundo a PM, Fonseca, conhecido como Boiadeiro, foi atingido embaixo do braço esquerdo por um tiro disparado por um revólver 357 de um dos policiais, que acabou atingindo o coração. Ele morreu antes de chegar ao Pronto Socorro Municipal, oito quilômetros distante do incidente.
De acordo com a versão oficial, o revólver calibre 38 de Boiadeiro falhou quando ele teria tentado efetuar dois disparos contra o grupo de policiais que fazia o cerco a casa usada como esconderijo pelo criminoso.
A fuga de Boiadeiro da Colônia Penal aconteceu há um mês. Ele cumpria pena por ter atirado no pescoço de um motociclista durante um assalto, ocorrido em 1997, em Cornélio Procópio. Boiadeiro também se envolveu em um caso de estupro contra uma adolecente na região.
A recaptura do fugitivo se tornou ponto de honra para a polícia depois que ele atropelou e matou um rapaz de 23 anos, funcionário da Usina de Açucar e Álcool de Bandeirantes, há 10 dias. No acidente, ele usava o segundo carro roubado em um mês.
Boiadeiro começou a aumentar sua ficha criminal logo após sua fuga. Em Marumbi, arrombou uma casa e levou talões de cheques e um cartão de crédito. Em seguida roubou um carro para chegar na sua região de origem. Sua família ainda mora em Itambaracá.

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