Fontes de Veja negam informações privilegiadas, diz advogado
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segunda-feira, 19 de abril de 1999
por Nélia Marquez 
Brasília, 20 (AE) - Antônio Carlos de Almeida Castro, advogado do ex-controlador do Banco Marka, Salvatore Cacciola, disse hoje que durante o depoimento de seu cliente, chegou uma correspondência pelo fax das três pessoas citadas como fontes da revista Veja. No fax, eles negam que Cacciola tenha contado a eles sobre qualquer sistema de informações privilegiadas. O advogado criticou a ação do Ministério Público, que segundo ele foi ilegal porque determinou uma "ação brutal, uma selvageria contra o meu cliente". Ele conta que a esposa de Cacciola estava dormindo e "de repente 15 pessoas entraram em seu quarto". Ele lembrou que o Ministério Público é responsável pelo sigilo das informações e ele suspeita que foi o próprio ministério que vazou essas informações.
Sobre a carta de Angra dos Reis de Cacciola para sua ex-mulher, transferindo a posse de uma casa, o advogado disse que isso faz parte do acordo de divórcio pelo qual ele não pagaria mais pensão. Já no bilhete de Cacciola para Francisco Lopes, a expressão "esquecer tudo", segundo o advogado, significa "sair do mercado".


