A ‘‘ordem natural’’ para se prevenir das rugas, ou tratá-las, sugere a utilização de cremes antienvelhecimento, seguido alguns anos depois de botox, para finalmente chegar à cirurgia plástica. Mas, que tal adiar, e muito, o botox e a plástica? A fonoaudiologia estética, ainda pouco conhecida de mulheres, e homens também (porque não?), que querem evitar ou amenizar as marcas no rosto, é alternativa de tratamento não invasivo, que promete bons resultados e a longo prazo.
A fonoaudiologia estética, segundo a fonoaudióloga Andréa Borsato Lúcio Hille, de Londrina, pode ser utilizada já a partir dos 25 anos de idade, quando começam a aparecer os primeiros sinais de expressão. Esses sinais, que naturalmente fazem parte da face, explica a especialista, podem ficar mais marcados por conta de tensão ou por flacidez.
A tensão, por exemplo, se reflete em um apertamento da boca ao falar ou ao engolir, ou na testa franzida quando se está pensando. ‘‘É uma contração muscular desnecessária que leva a marcas mais acentuadas’’, ressalta. Já a flacidez é resultado de um mau uso da musculatura, causada, por exemplo, pelo excesso de alimentação amolecida que não exige mastigação. ‘‘A falta de exigência da musculatura faz ela ficar enfraquecida e leva à formação de vincos, principalmente aquele entre o nariz e o queixo, o famoso ‘bigode chinês’’, afirma.
A fonoaudiologia, explica Andréa, não atua na perda de nutrientes da pele por conta da carência de hormônios, que acontece com o envelhecimento, mas antes disso ‘‘é possível fazer muito’’. ‘‘Se a pessoa tem a musculatura fortalecida vai poder sustentar melhor a pele que naturalmente vai ‘despencar’’, avalia.
O tratamento passa pela reeducação da musculatura. ‘‘Se ela está tensa, vamos relaxar, se está flácida, fortalecer’’, ressalta. Isso é feito através de exercícios isométricos e de força, através de alongamentos faciais, e do uso de aparelhos, como massageadores e exercitadores. ‘‘Os primeiros resultados já aparecem com cinco sessões’’, garante Andréa.
Mas, assim como a ginástica para o corpo, é preciso que a prática seja frequente para que bons resultados apareçam. ‘‘Se você não exercitar a musculatura, ela vai atrofiar ou estagnar. A intenção não é perder a expressão, mas ganhar uma mais saudável. E não é só a estética que é beneficiada, mas a função, como falar ou mastigar’’, ensina.

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