Fome ameaça 12,8 milhões na África do Sul
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quinta-feira, 06 de junho de 2002
Agência Efe 
Johanesburgo - A fome ameaça a curto prazo perto de 13 milhões de pessoas na África do Sul, segundo delegados de uma Conferência das Nações Unidas sobre a crise alimentícia na região, inaugurada ontem em Johanesburgo.
Esta é uma crise de enormes proporções que piora a cada dia, disse o vice-diretor do Programa de Alimentação Mundial da ONU, Jean-Jacques Graisse, que cifrou em 12,8 milhões o número de pessoas que, distribuídas em seis países, sofrerão fome nos próximos meses se não forem tomadas medidas de prevenção.
Segundo Graisse, a situação alimentícia não tem previsão de melhorar até, pelo menos, as colheitas de abril de 2003, e até esta data será preciso fazer frente a situações de emergência em várias áreas.
A ONU identificou: Lesoto, Malaui, Moçambique, Suazilândia, Zâmbia e Zimbábue como os países cujas populações estão expostas à fome por causa das catástrofes naturais como a seca e inundações.
Os representantes dos países afetados, agências de ajuda de emergência e Estados doadores de assistência, reunidos na capital financeira sul-africana, estudarão o estado das colheitas e a provisão alimentícia da região para recomendar medidas que ajudem a atenuar a crise durante os próximos 12 meses.
O simpósio sobre o que a ONU descreveu como crise alimentícia em massa da África do Sul encerra-se hoje.


