Curitiba- O xaxim, quem diria, se tornou esperança para quem sofre de asma. Um estudo coordenado pelo pesquisador Elzo Ferreira e desenvolvido desde 1997 com apoio de duas universidades paranaenses, duas catarinenses e de cinco centros de pesquisa resultou num novo medicamento para tratamento da doença que contém substância ativa retirada de folhas de xaxim.
Os testes já desenvolvidos geraram dados positivos. Em camundongos, o resultado final conclusivo apontou que o medicamento administrado por via oral inibiu a asma em 93,6% dos animais. Em humanos, voluntários brasileiros, norte-americanos e japoneses testaram o medicamento. O remédio inibiu a asma em 98,5% dos casos.
Na fase final de pesquisa, o medicamento será testado em pacientes de hospitais e clínicas conveniadas. Esta etapa teve início em novembro. Segundo Ferreira, após esta última fase o medicamento poderá ser produzido industrialmente. ''O medicamento não tem contra-indicação, não gera dependência e não apresenta dosagem letal'', disse o pesquisador.
''Os tratamentos tradicionais são paliativos e visam apenas evitar crises de asma. Em relação a estes métodos, o medicamento desenvolvido pela nossa equipe tem as vantagens de ser um produto fitoterápico e de ter um custo bem inferior. Além disso, o paciente não sofre com efeitos colaterais e não vai usar o medicamento para o resto da vida. Após usá-lo de 90 a 180 dias, a pessoa não vai mais sofrer problemas respiratórios em decorrência da asma'', explicou Ferreira.
O novo medicamento está protegido por três patentes. Segundo estimativas de entidades da área de saúde, 300 milhões de pessoas são portadoras de asma em todo o mundo. Destas, 18 milhões são brasileiras.

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