FOLHA presta homenagem a herói
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terça-feira, 22 de setembro de 2009
Carolina Avansini<br> Reportagem Local 
O superintendente da FOLHA DE LONDRINA, José Eduardo de Andrade Vieira, prestou homenagem ontem ao entregador de jornais Daniel Pedroso, que ganhou notoriedade na mídia nacional por ter participado do salvamento de um pai e duas filhas na enxurrada que se formou sobre o Córrego das Pombas, na Avenida Dez de Dezembro, no último sábado.
Funcionário da FOLHA há quatro anos, Pedroso relatou o episódio com detalhes a Andrade Vieira, que o parabenizou pelo ato de coragem. Ele me impressionou porque aparenta ser muito calmo e tranquilo. É também um rapaz que parece estar de bem com a vida, disse o superintendente. Durante a visita, Pedroso foi acompanhado por Márcio Teotônio, gerente de logística da empresa e que testemunhou o salvamento.
Ontem, o entregador também foi homenageado junto com os coletores de lixo Cícero Prudêncio e Julio Michelassi que participaram do resgate da família pelo prefeito de Londrina, Barbosa Neto.
Acostumado à rotina pacata, o entregador está vivendo dias de celebridade desde o início da semana. Além do assédio da imprensa local, ele tem sido entrevistado em programas de audiência nacional. É legal, mas como tenho um dia a dia bem corrido, às vezes atrapalha, contou o rapaz, que começou a ser assediado pelos jornalistas já no domingo, quando jogava uma partida de futebol pelo campeonato disputado na associação dos funcionários da FOLHA.
Segundo ele, o momento que mais o deixou emocionado foram os aplausos dos colegas do departamento de Venda Avulsa da empresa. Parentes que não sabiam que ele participou do salvamento também têm entrado em contato para parabenizá-lo. Várias pessoas passaram em frente à minha casa e me chamaram de herói, relatou.
Com casamento marcado para o mês que vem, Daniel afirmou sentir-se orgulhoso por ter ajudado a salvar vidas, mas garante que continua mantendo os mesmos sonhos de antes de ganhar tanta notoriedade. Quero me casar e conseguir comprar minha própria casa, para formar uma família, planeja ele, que vai morar em uma dependência nos fundos da casa da mãe enquanto não tem condições de concretizar o plano da casa própria.


