Folha ganha novo formato nesta terça
Da Redação
A partir desta terça-feira, 77 jornais brasileiros chegarão aos leitores com sua mancha impressa (o espaço ocupado por textos, fotos e anúncios) reduzida em 2,5 centímetros de largura, mantendo, contudo, as seis colunas. A Folha do Paraná/Folha de Londrina, que no mês passado foi recertificada com o ISO 9002, está entre eles. Já publicações em formato tablóide, como os suplementos Folha da Sexta, Folha Rural e os especiais terão a altura diminuída, também em 2,5 centímetros.
Na prática, a mudança a ser percebida pelo leitor é unicamente a de que seu jornal emagreceu, no caso do formato standard, ou ficou mais baixinho, no caso do formato tablóide. Editorialmente, a Folha será o mesmo jornal - com algumas mudanças, para melhor, de seu padrão gráfico -, sempre preocupado em transmitir informações atualizadas e confiáveis.
A redução da largura das páginas foi acertada pela maioria dos jornais brasileiros, que esgotaram o tema no Comitê de Tecnologia da Associação Nacional de Jornais (ANJ). Trata-se de uma tendência mundial, que une a um só tempo economia de custos, facilidade para o anunciante e, principalmente, um produto mais atraente e fácil de ser manuseado pelo leitor, diz o diretor-superintendente da Folha, João Antonio Vieira Filho. O leitor e o anunciante não terão nenhuma dificuldade de se adaptar ao novo formato.
Segundo o diretor administrativo e industrial da Folha, Carlos Macarini, o jornal e outros de todo o País chegarão ao leitor com o tamanho convencional - e novo formato -, até que se esgotem os estoque de papel na bitola antiga. A primeira vantagem da mudança, considerada na ANJ, foi o aspecto da economia. O papel-jornal é importado, a US$ 550,00 (R$ 1.012,00) a tonelada, e, com a devalorização do real, em janeiro, passou a pesar ainda mais nos custos de produção dos jornais brasileiros, diz Macarini. A partir do momento em que os jornais utilizarem o papel na nova bitola, estarão economizando 7% em seus custos, e isso representa muito.
Para os anunciantes, a grande vantagem é que a mudança permitiu a unificação das colunas para os formatos standard e tablóide. Ambas passarão a ter a mesma largura e um mesmo anúncio valerá para os dois. A partir de agora, as agências de propaganda têm nos jornais um meio uniforme para publicar suas peças de mídia, comenta o diretor comercial da Folha, Lélio Almada. A novidade terá, certamente, efeitos positivos, pois haverá redução de custos também para agências que produzam uma mesma peça para os dois formatos do jornal. É importante lembrar que o jornal ocupa a segunda posição em faturamento publicitário (a TV tem a primeira), e com um volume cerca de três vezes superior ao terceiro colocado, reforça Francisco Mesquita Neto, de O Estado de S. Paulo e Jornal da Tarde, vice-presidente da Associação Nacional de Jornais.
Para a Folha, a novidade foi oportuna também para que sejam efetivadas mudanças gráficas no jornal. O leitor vai perceber, a partir desta terça-feira, pequenas alterações no desenho do jornal, informa o diretor de Redação, João Arruda. A diagramação será mais leve, com a eliminação de alguns recursos de edição que, com o tempo, tornaram-se obsoletos, e a adoção de outros que tornarão a leitura mais agradável. Editorialmente, a Folha manterá e aperfeiçoará sua cobertura estadual, sempre com ênfase a seu histórico de independência e busca de qualidade. O novo formato da Folha tem sido divulgado nas últimas semanas por meio de matérias e peças publicitárias no próprio jornal, e também com o envio de material técnico específico a clientes e fornecedores. Além disso, o jornal promoveu encontros com agências publicitárias em Curitiba e Londrina, quando detalhou todas as mudanças que serão implantadas a partir desta terça-feira.





