Folha chega ao leitor com novo formato
Da Redação
A Folha de Londrina/Folha do Paraná e mais 76 jornais brasileiros circulam a partir de hoje com novo formato. Haverá redução na largura das páginas dos cadernos standard e na altura dos tablóides, tornando-os, respectivamente, mais magros e mais baixos. A Folha aproveita a mudança para implantar também a partir de hoje uma série de alterações gráficas para tornar a leitura do jornal ainda mais agradável.
As alterações nos jornais seguem uma tendência mundial e vêm sendo feitas ao longo das décadas na América do Norte e Europa. A chamada mancha impressa (espaço ocupado por textos, fotos e anúncios) terá redução de 2,5 centímetros na largura, mantendo, porém, as seis colunas.
No caso dos tablóides, a redução será na altura, na mesma centimetragem. Nas primeiras semanas, os jornais ainda chegarão ao leitor com o tamanho convencional - e novo formato - até que sejam esgotados os estoques de papel na bitola antiga.
O diretor do Comitê de Tecnologia da Associação Nacional dos Jornais (ANJ), Paulo Novaes, lembra que as modificações na altura dos jornais pedem a troca das rotativas de impressão, mas, no caso de mudança na largura, como agora no caso brasileiro, bastam apenas ajustes nas máquinas e na diagramação dos cadernos. Pôr em prática o processo, contudo, exigiu um planejamento cauteloso das empresas jornalísticas, já que as adaptações das rotativas têm que ocorrer ao mesmo tempo em que a parte editorial atualiza os softwares empregados nas redações e na área comercial.
O leitor vai gostar da mudança do tamanho do jornal. O produto vai ficar mais portátil e não haverá prejuízo de ordem comercial, afirma o presidente da ANJ, Paulo Cabral. Nas empresas jornalísticas de outros países, os debates a respeito da redefinição das medidas começaram em 1995, quando houve grande aumento no preço do papel jornal. Na época, todos os jornais canadenses adotaram o novo formato. Não demorou muito para que parte dos diários norte-americanos também encampasse a idéia.
No Brasil, as mudanças cambiais de janeiro reacenderam as discussões em torno do tema. Um grupo de jornais reuniu-se e chegou à conclusão de que as modificações valiam a pena. As empresas informaram a ANJ, que comunicou a tendência aos outros veículos associados. A entidade calcula que a crise cambial do início do ano acarretou um crescimento de aproximadamente 40% no preço do papel, pesando ainda mais nos custos de produção. As páginas mais estreitas vão evitar que os custos sejam repassados ao público leitor. Outra vantagem, agora na área comercial, está na adequação das colunas dos tablóides e dos cadernos standard. Como ambas passarão a ter a mesma largura, um anúncio valerá para os dois formatos. Com isso, o mercado publicitário passa a encontrar nos jornais um meio uniforme para publicar as suas peças de mídia.
O gerente nacional de vendas da Folha, Ademir Dias Camargo, diz que este é o grande gancho da reformulação das medidas dos jornais. Ele adverte que as empresas jornalísticas que não adotarem o novo formato poderão vir a ser excluídas da mídia nacional. Para Francisco Mesquita Neto, vice-presidente da ANJ, a decisão dos principais jornais do País em relação ao novo formato dá idéia clara da união de todos.
A Folha de Londrina/Folha do Paraná promoveu nas últimas semanas uma ampla divulgação das mudanças que ocorrerão a partir de hoje. Editorialmente, o jornal, além de alterações na parte gráfica, com a eliminação de recursos obsoletos, manterá a aperfeiçoará sua cobertura estadual, numa busca constante pela qualidade da informação. Em suas peças publicitárias, a Folha utilizou a frase Falso magro, justamente para realçar o fato de que a largura das páginas será diminuídas em alguns centímetros, mas o conteúdo do jornal continuará o mesmo.





