Foi uma fatalidade para os dois lados, diz psicóloga
A psicóloga do Centro de Referência da Assistência Social (Cras) de Pinhalão, Francielle Inocente de Oliveira, foi chamada logo após a ocorrência e conversou com o adolescente infrator. "Ele estava muito desesperado e não acreditava no que tinha acontecido. Foi uma fatalidade para os dois lados. Era uma briga de adolescentes", argumentou.
Para Francielle, o caso chama a atenção para a necessidade do diálogo que precisa existir diariamente entre as famílias e nas salas de aula. "Essa é uma fase complicada, em que os adolescentes ainda estão buscando uma identidade, querem se firmar como pessoa. Não existe muito o controle emocional. Os professores e os próprios pais precisam ouvir mais os filhos e os alunos. É preciso perceber como eles estão. É preciso ir além da aprendizagem e, em muitos casos, acionar o Conselho Tutelar para oferecer apoio em caso de conflitos", lembrou.
O conselheiro tutelar Alair Azevedo também acompanhou o caso. "O menino estava muito nervoso, chorou, falou que não queria ter feito aquilo, depois chegaram os pais, que estavam muito nervosos, os avós... Nos dividimos em duas equipes para atender as duas famílias. A mãe do rapaz que morreu ficou bem revoltada e disse que o filho não merecia uma morte como aquela e que ele havia trabalhado o dia todo", contou. Segundo ele, amigos da vítima queriam linchar o autor da agressão fatal e foi necessário pedir o apoio da Polícia Militar para conduzir o rapaz até a delegacia. As duas famílias serão acompanhadas pela psicóloga do Cras.(V.C.)





