Foi um susto muito grande
Com a filha nos braços, Mayara Rodrigues dos Santos Nunes, de 18 anos, não gosta nem de lembrar quando ficou sabendo da cardiopatia congênita da filha, Fernanda dos Santos Nunes, de dois meses.
As duas passaram por maus momentos. A mãe teve apendicite no final da gestação, que não aparecia nos exames por causa do bebê. ''Eu tinha muita dor, mas pensava que era contração'', lembra Mayara, que passou por uma cesárea. ''Eu já não estava aguentando mais e ela também não. A gente quase morreu'', afirma.
Nove dias depois do nascimento veio outra notícia: Fernanda foi diagnosticada com uma cardiopatia cianótica grave. ''Foi um susto muito grande'', lembra.
Na última semana, Fernanda passou por uma cirurgia corretiva, chamada blalock-taussig, por causa das artérias pulmonares pequenas, que não permitiam a correção total. Esse procedimento consiste em melhorar o fluxo de sangue no pulmão e melhorar a condição clínica da criança até que ela possa passar pela cirurgia definitiva, que, no caso de Fernanda, deve acontecer quando ela tiver de oito meses a um ano de idade. ''Agora já estou mais tranquila, mas mesmo assim ainda tem uma próxima etapa'', diz a mãe. (C.P.)





