Foi um choque, diz paciente
Londrina - Em julho de 2009, a londrinense Mariana Campagnani realizou um sonho que no ano seguinte se revelaria um pesadelo. Ela fez um implante nos seios com as próteses mamárias PIP. ''Era um desejo estético. Minha mãe pagou a minha cirurgia. Foram uns R$ 5 mil. Na prótese da PIP ela pagou R$ 1 mil, era mais barato. As outras custavam R$ 1,5 mil ou R$ 1,8 mil'', contou.
Em agosto de 2010 ela recebeu uma ligação de seu cirurgião plástico, Ody Silveira Júnior. ''Ele não quis me falar pelo telefone. Mas quando cheguei no consultório ele me explicou toda a situação. Foi um choque, fiquei desesperada.''
Dois meses depois, ela passou pela troca. ''Entrei em contato com a EMI, mas não aceitaram cobrir a minha cirurgia. Então paguei R$ 1,8 mil por uma nova prótese e pelos custos hospitalares. Se não fosse meu médico, eu estaria sabendo só hoje de todo esse problema'', disse.
Mariana entrou com uma ação por danos morais e materiais contra a EMI ainda em 2010. ''Me negaram danos morais, mas concederam os danos materiais. Agora está no Tribunal de Justiça porque a empresa recorreu para não pagar'', afirmou. ''Agora saíram essas notícias de que 20 mulheres na França estão com câncer. Fiquei com a prótese um ano e três meses. Vai saber o que fez para o meu corpo?''(D.B.)





