Londrina – Para muita gente, começar um novo ano bem significa comemorar o reveillon com muitos fogos de artifício. O hábito na data mais esperada para quem trabalha neste comércio é impulsionado por motivos como a tradição familiar e simbolizar o começo de uma nova etapa com o pé direito.

A indústria pirotécnica oferece uma gama enorme de opções para todos os tipos de gostos e bolsos. Desde um simples traque, passando pelas bombinhas e buscapés, até os rojões de tiro e cor, as grandes baterias, que proporcionam as sequências de fogos, além dos fogos indoor. "É uma forma de brindar o ano novo e trazer sorte. Todos os anos fazemos isso e tem nos trazido bons fluidos, então para que mudar?", revelou o advogado Jerônimo Camargo, 45 anos, morador de Assaí, na Região Metropolitana de Londrina (RML).

O agricultor Matias Knoor, 39, explicou que colorir o céu com os fogos de artifícios é uma tradição da família, que todos os anos se reúne para comemorar a passagem do ano. "Esta é uma diversão que procuramos manter, além de ser muito bonito. Pelo menos alguns rojões de tiros e cor não podem faltar", apontou. "Este ano diminuí um pouco a quantidade porque o dinheiro está mais curto, mas não deixei de levar alguns para casa."

Entre os produtos mais procurados estão os rojões de tiro e luz, que custam, em média, R$ 20 a R$ 30 a caixa com seis unidades. Uma bateria com 36 tubos e 460 tiros não sai por menos de R$ 230. O pecuarista Joel Maciel levou para Rolândia, na RML, mais de R$ 1 mil em fogos e garantiu que o investimento vale a pena. "Vale pela festa, diversão e pela beleza. Porém, sempre brincamos com muita responsabilidade para a festa não virar uma tragédia", ressaltou.

A preocupação com segurança é fundamental para quem quer levar fogos de artifício para casa. A orientação é adquirir somente produtos homologados e em lojas especializadas, ler as instruções de uso e nunca utilizar os fogos alcoolizado. "Seguindo estas três regras a chance de um acidente com fogos é quase nula", relatou o presidente da Associação Industrial e Comercial de Fogos de Artifícios do Paraná (Aincofapar), Rodolpho Aymoré.

Uma nova determinação de segurança obriga os fabricantes a produzirem uma base de lançamento, fixada no chão e onde os rojões são engatados e acesos, o que evita um contato manual.

O manuseio inadequado dos artefatos pode ser fatal ou deixar sequelas permanentes. O barulho da explosão e os vestígios luminosos dos fogos prejudicam também o sistema auditivo e ocular, podendo causar surdez e cegueira.

"Em casos graves, o paciente pode apresentar quadro clínico delicado, com cortes, lacerações, queimaduras sérias e até amputações de membros, geralmente das mãos, em decorrência dos acidentes", explicou o médico e diretor da Rede Paraná Urgência, Vinicius Filipak.

No caso das queimaduras mais leves, o indicado é resfriar o local com água fria e protegê-lo com um pano limpo. As bolhas que ocasionalmente apareçam não devem ser furadas, pois existe risco de infecção, e também não deve haver nenhum tipo de intervenção caseira. "Mesmo os casos considerados de menor gravidade devem ser encaminhados ao serviço de saúde para uma avaliação médica", frisou Filipak.

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