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Londrina

EVITE QUEIMADURAS

m de leitura Atualizado em 21/12/2021, 11:17

Fogos de artifício nas festas de fim de ano exigem cuidado e bom-senso

Decreto municipal no 1.642/2018 proíbe a utilização de fogos barulhentos

PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Vitor Ogawa - Grupo Folha
AUTOR autor do artigo

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O advento das festas de fim de ano traz também a preocupação com o uso de fogos de artifício, já que acidentes com esse tipo de artefato são mais comuns nessa época do ano. Embora não tenham sido registradas ocorrências do tipo no ano passado nessa época do ano, segundo o Corpo de Bombeiros, a retomada de algumas festas após um período de restrições decorrentes da pandemia de coronavírus pode voltar a gerar acidentes. 

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|  Foto: Ricardo Chicarelli/6-6-2018
 

Na noite do último sábado (18), um menino de seis anos ficou ferido após estourar uma bombinha em casa, um apartamento NO Residencial Vista Bela, na zona norte. Segundo o Samu, a criança encontrou o objeto perdido na sala. Ele estava acompanhado do irmão, que dormia quando tudo aconteceu. O garoto teve ferimentos no tórax, rosto e reclamava de ardência nos olhos. Apesar do susto, foi encaminhado com queimaduras leves para o Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU) de Londrina. 

O capitão do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina, Rene Bortolassi de Oliveira, orienta que a utilização de fogos de artifícios seja acompanhada por um profissional específico, que é o chamado “blaster pirotécnico”. A carteira de habilitação para blaster pirotécnico no Paraná é emitida pela Polícia Civil. Para os fogos de artifício domésticos, ele reforçou que nas embalagens há orientações para a correta utilização.” Sobre um caso recente de um casamento em Bela Vista do Paraíso em que houve a queima de fogos de artifício e as chamas atingiram a vegetação, ele ressaltou que é preciso tomar cuidado e a orientação é de que se tenha uma equipe de bombeiros civis ou brigadistas devidamente equipados para combater esse tipo de intercorrência.  

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|  Foto: Folha Arte
 

A enfermeira Elisângela Flauzino Zampar, do CTQ (Centro de Tratamento de Queimados) do HU de Londrina, ressaltou que não possui estatísticas de queimaduras causadas por fogos de artifício. “Eu não me lembro de nenhum caso de pessoa que perdeu membro. Normalmente, do que a gente já viu, há crianças com queimaduras na face ou na mão”, apontou.

Para a médica Laís Ramalho Chaves Isobe, cirurgiã plástica do CTQ, pode acontecer de o fogo de artifício explodir na mão e isso pode até evoluir para uma amputação. Questionada sobre quanto tempo leva para tratar uma queimadura desse tipo, ela falou que depende da profundidade. “Às vezes um paciente com queimadura menor apresenta uma profundidade maior e fica até mais tempo do que um paciente com uma queimadura maior, com uma profundidade menor. Depende também se o paciente apresenta infecção ou não”, apontou.

Ela orientou as pessoas que sofrerem esse tipo de lesão a fazer higiene imediata com água ou soro e nenhum outro produto e procurar socorro imediato em uma UPA (Unidade de Pronto Atendimento). “Se a pessoa usar receitas caseiras como café, pasta de dente ou ovos pode agravar a profundidade da lesão”, explicou. 

Além disso, o decreto municipal no 1.642/2018 proíbe a utilização de fogos barulhentos e quem desrespeitar estará sujeito a multa no valor de R$ 500. Caso o comportamento se repita, a multa será dobrada. Se o infrator reincidir pela segunda vez, o valor inicial será quadruplicado e passará a ser de R$ 2 mil. A medida visa resguardar as pessoas hospitalizadas, idosos, crianças pequenas e pessoas com deficiência, especialmente as com Tea (Transtorno do Espectro Autista), além de proteger os animais como cães que, além de sofrer com os sons dos estampidos, às vezes acabam fugindo e até mesmo sendo atropelados.

O secretário municipal do Ambiente, Ronaldo Siena, apontou que as denúncias desse tipo diminuíram muito. “Em 2018 foram 1.814 denúncias, enquanto que em 2019 foram 419 e o número caiu para 149 no ano passado. Isso demonstra que a população tem se conscientizado e respeitado a legislação.”

“Se cair na vegetação é passível de acontecer um incêndio, mas nós não tivemos nenhum relato até hoje, mas mais do que o risco de lesões é a que mais preocupa”, apontou.   

A partir das 12h do dia 24 de dezembro, quem observar o uso de fogos com estampido deve filmar com o celular, mostrando o imóvel que está realizando a infração. Em seguida, é preciso encaminhar o vídeo para WhatsApp (43) 99994-1721.É importante informar o endereço detalhado onde ocorreu a irregularidade.

A comunicação também pode ser feita para as equipes da GM (Guarda Municipal) de Londrina, que atuam 24h por dia, pelo telefone 153 ou pelo aplicativo 153 Cidadão. Durante os dias úteis, de segunda a sexta-feira, das 12h às 18h, a Gerência de Fiscalização Ambiental realiza o atendimento pelo telefone (43) 3372-4770.

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