Um incêndio na Casa Granado, uma das mais antigas fábricas de cosméticos do país, deixou praticamente destruído todo um quarteirão no centro do Rio de Janeiro, em área tombada pelo patrimônio histórico.
O incêndio, que atingiu um depósito de papelão vizinho à fábrica e provocou a retirada dos moradores de 10 prédios residenciais e comerciais da região, começou às 7h50 de ontem, no laboratório da Granado, e até as 12 horas não havia sido completamente debelado.
De acordo com o comandante de Defesa Civil do Estado, coronel Jorge Lopes, no laboratório estaria armazenada grande quantidade de material inflamável, como o álcool, o que teria facilitado a propagação do fogo. Oitenta bombeiros foram mobilizados.
Um diretor da Granado, fundada em 1870, esteve no local mas não quis se identificar nem dar entrevistas. Dirigentes da Acra (Associação dos Comerciantes do Rio Antigo) afirmaram que este foi o terceiro incêndio este ano na fábrica e que já haviam alertado as autoridades sobre o risco.
Na área onde ocorreu o incêndio, delimitada pelas ruas do Senado e do Lavradio, predominam os sobrados típicos do século 19, com tetos e pisos de madeira.
Naufrágio O barco Voyager II, que vinha do município de Anamã em direção a Manaus, naufragou por volta das 22 horas de anteontem, nas proximidades de Iranduba, a cerca de 80 km de Manaus. Sobreviventes disseram que o comandante do barco estava embriagado e que navegava carregando excesso de carga e passageiros. Mais de 200 pessoas estavam a bordo no momento do naufrágio, a maioria formada por vendedores ambulantes e romeiros que vinham da festa de São Francisco de Anamã. As vítimas estão sendo levadas para o hospital de Iranduba.

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