Fogo em lixão destrói vegetação na Zona Leste
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sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Paulo Monteiro <br> Equipe NossoDia 
Londrina - A fumaça negra podia ser vista de muitos quilômetros de distância e assustou bastante quem vive e trabalha na região da Estrada Rural dos Periquitos, na Zona Leste, próxima ao antigo Lixão de Londrina, onde teve início um grande incêndio por volta das 14 horas de ontem. Até o final da tarde, os bombeiros trabalhavam para prevenir que as chamas atingissem as casas dos agricultores que vivem na região.
O jovem Douglas Refferman, de 16 anos, que trabalha nas proximidades, procurou deixar o local porque não aguentava mais respirar tanta fumaça. ''Já estou passando mal. Só vou voltar na hora que apagarem todo esse fogo'', disse ele, fugindo da fumaça negra produzida pelos plásticos e pneus destruídos pelo fogo.
Uma equipe do Corpo de Bombeiros chegou ao lugar por volta das 14h30 e trabalhou durante a tarde para evitar incidentes maiores. ''Não posso dizer que o fogo está sob controle. O nosso trabalho no momento está sendo para evitar que residências próximas daqui sejam atingidas'', explicou o cabo Rodrigues, no final da tarde.
O cabo Evair também deu detalhes sobre a situação. ''Apesar de já ter atingido parte da vegetação, o fogo está concentrado dentro do lixão, e a princípio não há riscos maiores de se alastrar.'' Durante a ação, os bombeiros não afirmaram se o incêndio havia sido provocado por alguma pessoa.
Até as 17 horas de sexta-feira, decolagens e aterrissagens continuavam sendo realizadas normalmente no Aeroporto de Londrina, localizado a poucos metros da área incendiada. Funcionários da Infraero também estiveram no local do incêndio para avaliar a situação.
Incêndios ambientais
O 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros de Londrina já atendeu 308 ocorrências de incêndios ambientais neste ano, tanto na zona urbana quanto na área rural. Os números levam em conta as ocorrências em Bela Vista do Paraíso (Norte), que também é atendida pela corporação. Os atendimentos foram feitos pelo Posto Central (135), Zona Sul (93), Zona Norte (72) e Jardim Tókio (8).
De acordo com os dados, a situação mais comum é o incêndio em terrenos baldios. ''E nós nem vamos em todas as chamadas, já que é preciso estar preparado para as ocorrências de incêdios prediais, que normalmente são mais graves. Por isso é necessário analisar bem a situação'', explicou o sargento Valmir Alexandre, do setor de Relações-Públicas. Em muitas situações a própria pessoa que provocou o incêndio é quem chama os bombeiros, mas não se identifica como sendo a autora e por isso fica difícil encontrar o responsável.
O Corpo de Bombeiros orienta as pessoas a evitarem colocar fogo em lixo, entulhos e galhos secos, já que isso pode se transformar em um incêndio de grandes proporções. ''Depois de limpar um terreno é preciso contratar uma empresa especializada para retirar o entulho. De maneira nenhuma deve-se fazer uma queimada ou uma fogueira'', orientou.


