Um incêndio, que já destruiu quatro mil hectares de áreas nativas e dura quatro dias, atinge a região de Porto Morrinho, no Pantanal de Mato Grosso do Sul, em Corumbá. Segundo o comandante da Polícia Florestal em Corumbá, capitão Kleber Haddad Laner, um segundo foco começou a ganhar grandes proporções ontem na região conhecida por Abobral, também em Corumbá. Um terceiro foco atinge a Serra da Bodoquena, no município de Jardim, onde existe o Parque Nacional da Serra da Bodoquena.
Laner explicou que o maior incêndio atinge as regiões de Porto Esperança, Baía do Tuiuiú, Passo do Lontra, Morro do Azeite e Antônio Maria Coelho. Fazendeiros e funcionários da Ferrovia Novoeste, tentam controlar o fogo, mas sem resultado. A justificativa é que a área é de difícil acesso. Não há meios para o tráfego de caminhões, por se tratar de áreas muito acidentadas, principalmente na região da Bodoquena. Os homens da Polícia Ambiental de Corumbá sobrevoam o Pantanal, na tentativa de descobrir a melhor maneira de combater os incêndios.
Para o presidente da Fundação Estadual de Meio Ambiente, Paulo Guilherme Cabral, as condições climáticas de Mato Grosso do Sul estão contribuindo para o aumento dos focos de incêndio em vegetação no Estado.
Segundo ele, o número aumentou em relação ao ano passado também pela mudança na forma de medição das ocorrências. Em 1999, o sistema de rastreamento fazia uma leitura por dia.
Em 2000, eram feitas duas leituras e neste ano, estão sendo realizadas três leituras diárias, pelos satélites NOAA que transmitem dados analisados por técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) .

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