Belo Horizonte - O Instituto Nacional do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) detectou ontem mais focos de incêndios em novas áreas de conservação, colocando em alerta as suas unidades espalhadas pelo país. A situação de incêndio ocorre agora em nove unidades.
As piores situações, de acordo com relatório do Programa de Prevenção e Controle das Queimadas e Incêndios Florestais (Prevfogo) do Ibama, em Brasília, ocorrem no Parque Nacional de Ilha Grande, no Paraná, e no Parque Nacional do Araguaia, em Tocantins, onde as brigadas de incêndio continuam enfrentando problemas com os índios para efetuar o combate ao incêndio.
''A Funai vai enviar um técnico para a unidade a fim de realizar a interlocução com os índios, visando assegurar o pleno exercício do combate'', diz relatório do Ibama, acrescentando que 32 homens trabalharão naquele parque, sendo 11 índios treinados para esse trabalho.
O Ibama registrou hoje, por satélites, focos de incêndio em outras cinco unidades: Parque Nacional da Amazônia, Reserva biológica do Tapirapé, Floresta Nacional de Itacaiúnas e Floresta Nacional de Tapirapé-Aquiri, todas no Pará; e ainda o Parque Nacional da Serra das Confusões, no Piauí.
Ilha Grande O fogo já destruiu quase metade da maior ilha do Parque Nacional de Ilha Grande, no Rio Paraná, noroeste do Estado. Ontem, a frente de fogo que ''descia'' a ilha em direção à ponta sul foi controlada na altura da Lagoa Jatobá, no município de Altônia. Mas surgiram novos focos que passaram a queimar na ilha em direção à ponta norte. No início da noite começou a chover na região, mas, por precaução, as brigadas contra incêndio continuavaam trabalhando na construção de um aceiro (clareira) na altura do Porto Santo Antônio, em Vila Alta (74 quilômetros a noroeste de Umuarama).
Segundo a analista ambiental do Ibama, Jury Seino, este já está sendo considerado o segundo maior incêndio desde que o parque foi criado em 1997. Em 99, o fogo ''varreu'' a ilha devastando 70% do parque de 70 mil hectares. O Ibama calcula que aproximadamente 25 mil hectares de vegetação foram consumidos em quatro dias de incêndio. Cerca de 8 mil hectares já haviam queimado em outros dois incêndios no início do mês. Ontem, até o Exercito brasileiro e o Corpo de Bombeiros paraguaios estavam de prontidão para ajudar a combater o fogo, se fosse necessário. (Colaborou Vânia Moreira)

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