Curitiba - Parte do Morro Camapuã, que integra o Parque Estadual Pico do Paraná, em Campina Grande do Sul (Região Metropolitana de Curitiba), está em chamas desde a manhã de ontem, quando o Corpo de Bombeiros foi acionado. A Defesa Civil ainda não sabe a extensão da área atingida pelo fogo e nem o que ocasionou o incêndio, mas suspeita que começou em razão do clima seco.
Segundo o tenente Eduardo Pinheiro, da Defesa Civil, cerca de 20 pessoas entre agentes do Bombeiro Comunitário de Campina Grande do Sul e bombeiros militares de São José dos Pinhais estão na região com bombas costais de capacidade de 20 litros com abafadores.
''A área é muito íngreme e de difícil acesso o que dificulta o trabalho'', explicou Pinheiro. A Defesa Civil sobrevoou a área na tarde de ontem e hoje deve traçar um plano emergencial para conter as chamas. ''Dificilmente o fogo será controlado hoje (ontem)'', afirmou.
Para o professor do departamento de Ciências Florestais da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Carlos Veloso Roderjan, a região de incêndio contém uma vegetação muito rica e que é muito importante para abastecer as cabeceiras de rios. ''É muito importante. Estas condições da região formam o solo orgânico. Esse solo é como uma esponja de água que abastece as cabeceiras'', explicou o especialista.
De acordo com Roderjan, o fogo pode atrapalhar o desenvolvimento da vegetação. Segundo ele, um aluno da UFPR realizou um levantamento por amostragem no local recentemente e conseguiu localizar mais de 280 espécies na vegetação.

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