O fogo já devastou a vegetação de 11 mil dos 33 mil hectares do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso. A informação é do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). O incêndio começou na sexta-feira e até o começo da noite de ontem não havia sido controlado. Dois helicópteros, um avião e 102 homens do Corpo de Bombeiros e brigadas de voluntários estão no local combatendo o fogo e tentando evitar que atinja pontos turísticos como o Véu de Noiva.
Segundo o Ibama em Mato Grosso, este é o segundo pior incêndio da história do parque. Em 1996, o fogo destruiu 80% da vegetação, predominantemente de cerrado, que leva cerca de dois anos para se recuperar.
A falta de chuva e a vegetação muito seca facilitam a propagação do fogo no Estado, onde há locais em que não chove há quatro meses.
No sul do MT, há cinco dias um incêndio está destruindo a mata nativa da Reserva Indígena Tadarimana, em Rondonópolis, a 260 km de Cuiabá. O fogo já destruiu a vegetação de 3,5 mil dos 9 mil hectares da reserva. Índios e cerca de 50 homens do Corpo de Bombeiros tentam evitar que o fogo chegue às aldeias. No local, vivem cerca de 300 índios.
Há cerca de duas semanas, outro incêndio destruiu cerca de 4 mil hectares no Pantanal sul-matogrossense. Segundo Paulo Cabral, presidente do Instituto de Meio Ambiente/Pantanal, o órgão ambiental do governo estadual, este é um ano difícil para o combate aos incêndios, especialmente para o Pantanal, que atravessa um período cíclico de seca previsto para durar dez anos -2001 é o quarto ano.

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