Fogo atinge reserva de pinus do Instituto Florestal em Itapetininga
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quarta-feira, 01 de setembro de 1999
Por José Maria Tomazela 
Itapetininga, SP, 02 (AE) - Um incêndio está destruindo uma reserva de pinus da Estação Experimental do Instituto Florestal, órgão da Secretaria de Estado do Meio Ambiente, em Itapetininga, a 165 quilômetros de São Paulo. Até a tarde de hoje, pelo menos 300 hectares haviam sido queimados, segundo o cálculo do engenheiro florestal do Instituto, Orlando Freire. A floresta tem um total de três mil hectares e destina-se a pesquisas científicas. Cerca de 180 bombeiros e pelo menos 50 voluntários trabalhavam no combate às chamas. Além de 20 caminhões-pipas, tratores e outros equipamentos, estava sendo usado um avião do Aeroclube de Sorocaba para tentar restringir o foco. No fim da tarde, Freire informava que o incêndio estava praticamente sem controle. O combate seria intensificado durante a noite, quando o fogo reduz sua força. O incêndio começou na manhã de quarta-feira e espalhou-se rapidamente. Há 70 dias não chove na região e a vegetação rasteira estava ressequida. Além de salvar a floresta de pinus, a preocupação dos bombeiros era evitar que as chamas se alastrassem para outros quatro mil hectares de matas nativas. Segundo o comandante de área do 15º Grupamento de Bombeiros de Sorocaba, tenente Marco Antônio Basso
se o fogo chegasse às matas a situação ficaria incontrolável.
Empresas de reflorestamento da região cederam pessoal e equipamentos para ajudar no combate. Segundo o chefe da Estação Experimental, Antônio Cecílio Dias, o incêndio prejudicou o resultado de pesquisas que vêm sendo realizadas há 30 anos. Os pinus foram plantados para estudos sobre espaçamento entre as árvores, produção de resinas, coleta de sementes e melhoramento genético. De acordo com ele, algumas quadras de árvores destruídas eram únicas, não havendo cultivos similares no Estado.


