Focos de ocupação desafiam Cohab
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sábado, 08 de março de 2014
Diego Prazeres<br> Reportagem Local 
Londrina Enquanto aguarda o processo de reintegração de posse de duas grandes invasões ocorridas na zona norte, a Companhia de Habitação de Londrina (Cohab-Ld) convive com o desafio de conter focos de ocupações irregulares que se espalham pela cidade. Uma das mais recentes está localizada na zona leste, no limite entres os jardins Inês e Santa Fé. Ali, algumas áreas públicas que haviam sido invadidas por famílias hoje contempladas no Programa Minha Casa, Minha Vida voltaram a ser receber novos moradores. É gente que diz estar há anos na fila esperando o benefício da casa própria e cansou de esperar uma posição da Cohab.
Caso do pedreiro Aparecido de Oliveira, que está erguendo uma casa de madeira num terreno na Rua Pingo D'Água, no final do Jardim Santa Inês. A área fica nos fundos de uma antiga pedreira. Oliveira morava no Jardim Ideal e há cerca de quatro anos mudou-se para o barraco atual que ele disse ter adquirido de um ex-morador. A casa que está construindo é para a irmã, que veio de Guaravera junto com o companheiro porque não consegue pagar as prestações do aluguel no distrito. "Não queremos confrontar a Prefeitura, queremos melhores condições para morar", disse Oliveira.
O presidente da Cohab Ld, José Roberto Hoffmann, admitiu que focos de ocupação como os verificados no Jardim Santa Inês, acontecem "diariamente" e, embora não se caracterizem como grandes invasões, são coibidos pela companhia. "Não podemos chamar de invasões porque não envolvem grande número de famílias e não são ações orquestradas, são situações isoladas. Mas sempre que somos informados dessas ocupações irregulares agimos para retirar os moradores", afirmou. Segundo ele, há três invasões críticas na cidade, todas na zona norte. A Cohab já solicitou judicialmente a reintegração de posse das áreas ocupadas no Jardim São Jorge e entre os conjuntos João Paz e Semíramis. Em relação à invasão no fundo de vale do Córrego Sem Dúvida, no Maria Cecília, as famílias já foram notificadas pela Justiça para deixarem o local, cuja área é de preservação permanente.


