Focos de formigas voltam a preocupar Campo Mourão
Sid Sauer
De Campo Mourão
Uma reunião realizada durante a semana entre a Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente e os presidentes das associações de moradores de Campo Mourão discutiu o retorno de um trabalho mais intensivo para o combate à formiga saúva. A reunião foi convocada pela prefeitura depois que foi constatado que aumentaram os focos da formiga cortadeira por toda a cidade e que o problema deve se agravar ainda mais no verão.
A proposta da prefeitura é reativar os convênios que foram firmados há alguns anos com as associações de moradores. Pelos convênios, a secretária repasse equipamentos de pulverização manual através de comodato, além de fornecer o veneno, máscaras de proteção e assistência técnica. Em contrapartida, as associações assumem o compromisso de mobilizar os moradores para o trabalho de combate à propagação da formiga com a pulverização dos formigueiros.
Para que o programa tenha sucesso e a propagação da saúva seja controlada é indispensável a participação direta da população, diz a veterinária Márcia Maria Bezerra. Para tentar vencer a formiga, a prefeitura promete também colocar um profissional para orientar os moradores sobre a forma de preparação do veneno, utilização dos equipamentos e os cuidados necessários para evitar casos de intoxicação.
A preocupação com a formiga saúva em Campo Mourão é antiga. O Código de Posturas do município, de 1964, já tratava do assunto. No ano passado, uma lei apresentada pelo vereador Edson Battilani (PPS), que é agrônomo e que já foi secretário municipal de Agricultura e Meio Ambiente, atualizou a legislação no que diz respeito ao combate às formigas. A nova lei diz que o combate em áreas particulares é de responsabilidade dos moradores.
A lei também permite a realização de parcerias como a prefeitura, lembra Battilani. O vereador diz que o problema é sério e crescente e vê como uma das saídas a notificação dos proprietários que não se mobilizaram no combate às formigas. A prefeitura deve ajudar somente quem não tem condições, frisa. De acordo com a lei, a prefeitura deve cobrar pela realização do serviço, com o valor normal acrescido de 20%.
Nos próximos dias, agentes de saúde que trabalham no combate à dengue deverão aproveitar as visitas que fazem em todas os imóveis do município para checar a existência ou não de focos de formiga. Com isso, dentro de 120 dias teremos um levantamento completo sobre a presença da saúva em todos os cantos da cidade, ressalta Battilani.





