Londrina - Agentes de endemias encontraram 16 focos do mosquito Aedes aegypt em um barracão de reciclagem no Conjunto Jamile Dequech (Zona Sul de Londrina). As larvas estavam em meio entulhos espalhados pelo pátio de um dos seis entrepostos da Cooperativa de Catadores de Materiais Recicláveis e Resíduos Sólidos da Região Metropolitana de Londrina (Coopersil).
Outros focos foram eliminados no entreposto da cooperativa no Jardim Beleville (Zona Norte). No local, sacos de lixo são mantidos a céu aberto. A pilha ultrapassa três metros de altura e muda a paisagem do bairro. Moradores demonstram preocupação com o problema.
''Quantas pessoas já contraíram a doença na cidade e esse terreno está cheio de lixo com possível foco de dengue aqui na porta de casa'', criticou o porteiro Nelson Mordzim.
''Não acho que é perigoso. A gente é acostumado trabalhar na roça, a gente é acostumado a trabalhar com mosca. Dificilmente esse bicho se reproduz no nosso material, porque a gente vive mexendo nos sacos plásticos. Pode encontrar a larva, mas criar o mosquito é dificil'', contemporizou o presidente da Coopersil, Zaqueu Vieira.
''Quanto maior a quantidade (de larvas), mais mosquitos voando e, consequentemente, risco para a população'', salientou o coordenador de Endemias, Elson Belisário.
Servidores da Secretaria de Saúde também eliminaram 15 focos do mosquito em um barracão da Cooperativa de Trabalho de Profissionais de Reciclagem de Londrina (Coocepeve), no Parque das Indústrias Leves. O proprietário foi notificado e recebeu prazo de 72 horas para fazer a limpeza da área, caso contrário pode ser multado em até R$ 17,2 mil.
Os três casos evidenciam as más acomodações nos barracões de reciclagem. ''Isso nos causa muita preocupação. Os nossos agentes são obrigados a passar nesses pontos quinzenalmente para inspeção'', afirmou o secretário de Saúde, Edson de Souza.
Para minimizar os problemas, a Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) cedeu parte do barracão onde funciona o Centro de Logística Reversa, no Parque Industrial Cacique (Zona Oeste), para as cooperativas armazenarem o lixo reciclável de forma emergencial. ''Por um prazo de trinta dias até elas adequarem a situação nos entrepostos'', comentou o diretor de Operações da CMTU, Luciano Borrozino. O espaço agora recebe eletrodomésticos e eletroeletrônicos levados pelos proprietários.
A Cooperativa Regional de Coleta Seletiva e Reciclagem da Região Metropolitana de Londrina (Cooprelon) passou a destinar lixo para a unidade na semana passada. A Coopersil, ontem. Apenas as duas receberam autorização para uso do espaço porque mantêm contrato com o município. O presidente da Cooprelon, Maurício Montezini, não atendeu a reportagem.

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