Focos de aftosa fazem MS cancelar pedido de certificação
Brasília, 05 (AE) - O Estado do Mato Grosso do Sul, onde está o maior rebanho bovino do País, com 22 milhões de cabeças, ficará excluído do pedido para reconhecimento internacional como área livre de febre aftosa no Brasil. Isso porque dois focos de febre aftosa foram registrados em Naviraí, em janeiro.
Representantes do governo e da iniciativa privada dos Estados que compõem o circuito Centro-Oeste, reuniram-se hoje no Ministério da Agricultura e decidiram retirar Mato Grosso do Sul do pedido de ampliação da área livre brasileira - onde Santa Catarina e Rio Grande do Sul já têm o reconhecimento - para evitar que todos os outros tivessem de recomeçar todo o processo.
Uma das exigências da Organização Internacional de Epizootias (OIE), o organismo internacional que confere o certificado de áreas livres de aftosa e abre mercado para exportações de carne bovina "in natura", é que não haja ocorrência de focos da doença 24 meses antes do pedido.
Todos os outros Estados do circuito - São Paulo, Paraná, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais - e o Distrito Federal já estão há mais tempo sem registrar febre aftosa e deverão se preparar para iniciar no dia 1º de abril os exames necessários para o pedido de reconhecimento.
A coordenadora de vigilância e programas sanitários do Ministério da Agricultura, Denise Euclydes Mariano da Costa, disse que o Fórum Nacional de Pecuária de Corte da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) deverá trabalhar junto aos governos estaduais do circuito Centro-Oeste até 28 de fevereiro para que adotem as medidas para cumprir o cronograma para o reconhecimento.
Na primeira quinzena de maio haverá nova reunião dos Estados que participam do circuito.





