Curitiba, 02 (AE) - A Fundação Nacional de Saúde (FNS) está intensificando as ações de combate à malária na fronteira com o Paraguai. Desde o começo do ano foram diagnosticados 33 casos da doença na região de Foz do Iguaçu, na maioria originária do país vizinho que vive uma epidemia. Os técnicos estão borrifando inseticida entre as casas que ficam perto do Rio Paraná e do Lago de Itaipu e intensificando a vigilância sanitária nesses pontos. Também estão sendo distribuídos medicamentos para cerca de mil pessoas em tratamento no Paraguai.
Segundo a responsável pelo Distrito Sanitário da FNS, em Foz do Iguaçu, Nanci Moroz da Silveira, é comum acontecerem casos de malária nessa época do ano por causa da movimentação de pessoas vindas de regiões endêmicas nas férias. O clima da região também é propício para a proliferação do mosquito "anophelino", que transmite a doença.
Os sintomas da malária são febre alta, calafrios, sudorese, dor-de-cabeça, cansaço e falta de apetite. Os técnicos estão orientando a população a evitar locais próximos a rios, lagos e brejos nos finais de tarde e a procurarem atendimento médico assim que suspeitarem dos sintomas. A FNS está fazendo uma série de reuniões para planejar ações conjuntas em várias cidades da região.
Também está sendo pesquisada a concentração do mosquito vetor nas localidades de maior risco. Dos 33 casos registrados até agora, 24 tiveram origem no Paraguai, sete são de outras regiões e apenas dois são autóctones, ou seja, foram transmitidos em Foz do Iguaçu. Durante todo o ano passado foram registrados seis casos autóctones de malária em Foz.

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