os países da região vem emitindo bônus que somam US$ 5 bilhões, com "spreads" reduzidos. Com exceção do Equador, Venezuela e Colômbia, Loser acredita que a situação está melhor para todos os países. Os fluxos de investimento direto crescentes neste primeiro trimestre de 2000 são, de acordo com o diretor do FMI, outro bom sinal. "Não há nenhum alarme", advertiu Loser, ao ser indagado sobre o impacto da turbulência dos mercados nas economias latinoamericanas. Para ele, o grande risco é que esses países abandonem as políticas monetárias e fiscais atuais e interrompam as reformas estruturias. "É preciso manter a disciplina fiscal. Não há fórmulas mágicas", disse o diretor. Loser admitiu que uma alta dos juros norteamericanos terá impacto na definição das taxas de juros dos países da região. Ele ponderou, porém, que uma alta imediata permitiria um ajuste na economia, que levaria a uma redução futura dessas taxas, o que permitiria a retomada futura dos fluxos de investimentos para os países latinos. Os analistas acreditam que os juros norteamericanos possam subir 0,5% ainda neste ano, em função do desempenho da demanda e dos indicadores. Segundo o diretor do FMI, as condições para o crescimento sustentado dos países latinoamericanos "estão dadas". Os indicadores macroeconômicos da região confirmariam essa tendência. Assim, a região que cresceu apenas 0,3% em 99, deve ter uma expansão de 4% neste ano. A inflação em queda, 9,6% em 99 contra a previsão de 8,5% em 2000, seria outro bom indicativo. Apesar de ser um indicativo de vulnerabilidade, o déficit em conta corrente da região, está em queda. Em 99, foi de 2,8% e deve cair para 2,5% em 00.Por Rita Tavares (enviada especial) Washington, 15 (AE) - A turbulência dos mercados internacionais nos últimos dias faz com que o Fundo Monetário Internacional (FMI) tenha um "otimismo cauteloso" sobre as expectativas para a América do Sul. O diretor do Departamento de Hemisfério Ocidental, Claúdio Loser, disse hoje que há condições para um crescimento sustentado. Segundo Loser, os mercados de capitais, apesar da agitação dos últimos tempos, têm sido favoráveis à América Latina. A cada mês

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