São Paulo, 28 (AE-DOW JONES) - O diretor para o hemisfério ocidental do FMI, Claudio Loser, disse que a taxa de inflação na América Latina deverá cair para 8,4% em 2000, de 9,6% em 1999, e o déficit em conta corrente da região recuar levemente para 2,7% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2000, de 2,8% no ano passado. A balança do setor público, representando as posições fiscais na América Latina, deve melhorar, caindo para 2,3% este ano, de 4 7% em 1999.
Assim como as maiores economias do mundo, a América Latina deve ser confrontada com algumas incertezas relativas ao impacto dos preços do petróleo. Loser disse que, como exportador de petróleo, a Amércia Latina atualmente colhe os benefícios do avanço nos preços. No entanto, caso os preços permaneçam elevados, a pressão inflacionária deve aumentar e o crescimento global diminuir, à medida que os países tentarão combatê-la por meio de alta nas taxas de juro.
Por enquanto, o FMI está descontando o impacto da alta nos preços da energia. "Estes são os riscos, mas sentimos que o cenário principal não será afetado por isso", concluiu Loser.