FMI diz que Rússia mentiu sobre reservas Paris, 31 - O diretor-gerente do FMI, Michel Camdessus
afirmou que o Banco Central da Rússia "mentiu sobre as reservas que possuíam em 1996" e suas operações com a Fimaco, consideradas dissimuladas. Em entrevista ao jornal francês Libération, para falar sobre as denúncias de que os russos teriam desviado o dinheiro do Fundo, Camdessus disse que são apenas suposições e que a instituição está investigando o assunto, mas que a ministra norte-americana de Justiça, Janet Reno, não identificou, até o momento, "nenhum indício que indique que US$ 200 milhões de resursos do FMI repassados ao governo russo tenham sido efetivamente desviados". Sobre o episódio das reservas, Camdessus declarou que, apesar de ser um problema sério, o incidente não justificaria uma eventual interrupção da cooperação da instituição com a Rússia. Indagado sobre as responsabilidades do FMI, Camdessus respondeu que o "órgão tinha coisas mais importantes a fazer do que publicar desmentidos e retificações de informações falsas. Porém há algo positivo nisso tudo. Ao final, as máfias de todo o tipo se dão conta que não estão mais seguras nos bancos ocidentais". No entanto, o diretor-gerente do Fundo ressaltou a "necessidade de reforçar os controles". Para Camdessus, " o roubo, no momento, não está demonstrado, porém a fuga de capitais é evidente. O problema não é somente da Rússa. Durante toda a década de 80 o FMI concedeu empréstimos à América Latina sabendo que as fugas de capitais eram imensas".





