Washington, 19 (AE-ANSA) - O Comitê Interino do Fundo Monetário Internacional (FMI) deverá aprovar até o fim do mês a criação da nova linha de crédito de emergência para a prevenção de crises financeiras.
O dinheiro dessa conta poderá ser emprestado aos países membros que estiverem na mira dos especuladores ou à beira do colapso em decorrência de pressões externas, informaram hoje (19) fontes da instituição.
A Argentina e o México poderiam ser os primeiros beneficiários desses novos mecanismos, revelaram as fontes. Rumores sobre a possibilidade de a Argentina ser a primeira candidata a usar essa linha de crédito já haviam sido confirmados na semana passada pelo secretário de Finanças argentino, Pablo Guidotti.
A aprovação da linha de crédito para a prevenção de riscos de crises e de seus efeitos é a resposta que o FMI pretende dar às críticas que recebeu por sua atuação tardia na ásia em 1997 e 1998.
Paralelamente a essa linha de crédito, os organismos multilaterais de empréstimos de última instância e os representantes dos países industrializados que compõem o Grupo dos Sete (G-7) criaram um Fórum de Estabilidade Financeira que deverá vigiar o comportamento dos mercados especulativos globais.
Os ministros das Finanças do G-7 reúnem-se no dia 27 em Washington para concluir o detalhamento da linha de crédito e preparar a reunião do Comitê Interino do FMI.
De acordo com fontes da instituição, é provável que no encontro fique definida a venda de parte das reservas de ouro do Fundo, que somam cerca de US$ 29,2 bilhões, para a criação de outra linha de crédito destinada a aliviar a dívida dos países pobres.
Um dos objetivos do novo fundo será impedir a ação de especuladores sobre as divisas locais. Já o Fórum de Estabilidade Financeira ficará encarregado de melhorar os mecanismos de avaliação de risco, criar instrumentos para acelerar a tomada de decisões e melhorar o fluxo de informações.

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