FMI descarta mais aperto na Colômbia
Bogotá, 27 (AE-AP) - Uma delegação do Fundo Monetário Internacional (FMI) que examina a economia da Colômbia com vistas à concessão de um empréstimo surpreendeu hoje (27) ao observar que, no caso, "não é recomendável um ajuste fiscal ou aperto monetário maior", pois a economia do país já vive um período de profunda recessão.
Essa foi a conclusão do chefe da missão do Fundo, Oleg Krongli, que manifestou preocupação com o alto nível de desemprego no país, que alcançou a marca histórica de 19,5% nas principais cidades colombianas no primeiro trimestre, conforme dados divulgados hoje.
Krongli disse ainda que a missão foi reforçada para poder avaliar a dimensão da crise financeira, pois o setor bancário amargou perdas superiores a US$ 260 milhões entre janeiro e março, ante prejuízos de US$ 940 milhões em 1998. Ao já complicado cenário de desemprego, soma-se ainda o déficit fiscal de quase 5% do Produto Interno Bruto (PIB) e um alto grau de inadimplência.
Só as dívidas em atraso dos cidadãos colombianos com os bancos chegam a 7,2 bilhões de pesos (US$ 4,556 milhões), por causa das altas taxas de juros. O governo do presidente Andres Pastrana vem pressionando os bancos para reduzir gradativamente os juros, de modo que os empresários possam voltar a investir na produção e a contratar mão-de-obra.
Na avaliação das associações de classe, entre elas os sindicatos de trabalhadores e as agremiações empresariais, porém
a situação ainda vai piorar. Isso porque o crescimento do desemprego deverá aprofundar ainda mais a recessão na Colômbia, já que 1,3 milhão de pessoas estão sem trabalho e, consequentemente, sem renda.





