Washington, 20 (AE) - Pela primeira vez desde o início da crise financeira internacional em 1997, o Fundo Monetário Internacional (FMI) adotou um tom mais otimista nas suas previsões sobre o futuro. O pior já passou, disse hoje o economista-chefe da instituição financeira, Michael Mussa. Mas um cenário pessimista não está descartado.
As "Perspectivas Econômicas Mundiais" do FMI, divulgadas por Mussa hoje, indicam que a economia mundial crescerá 2,3% este ano - menos que os 2,5% de 1998 e que os 4,2% de 1997. Em compensação, na virada do século a situação deverá mudar. Se tudo der certo, o PIB do planeta aumentará em 3,4%.
"Acho que o pior da crise já foi superado", disse. Mas nada impede que "as coisas não piorem de novo", acrescentou. Entre os riscos enumerados por ele estão a incapacidade de o Japão sair da recessão, uma demora na retomada do crescimento na Europa, e uma desaceleração maior da economia dos Estados Unidos. O Japão, segundo Mussa, está se recuperando mas ainda assegura a retomada da demanda do setor privado. Já os EUA não poderão continuar crescendo ao mesmo ritmo de quase 4% anual. O perigo é que a desaceleração seja maior que o previsto. Quanto à Europa, terá que assegurar o fortalecimento do euro - a moeda única que lançou no início do ano.

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