Floriculturas em BH manipulavam cadáveres
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sábado, 29 de dezembro de 2001
Agência Folha 
Belo Horizonte- A Vigilância Sanitária da Prefeitura de Belo Horizonte interditou ontem duas floriculturas que faziam serviços funerários sem autorização dos órgãos públicos. Os fiscais, depois de receberem informações anônimas, encontraram nos dois estabelecimentos cadáveres sendo manipulados para serem velados.
As floriculturas Poliana Flores e Flora Egnalos funcionavam nas proximidades do Instituto Médico-Legal, no bairro Nova Gameleira, zona oeste da capital mineira. Além da interdição, os dois estabelecimentos foram multados, cada um, em R$ 3.831.
A ação da Vigilância Sanitária faz parte de fiscalização intensiva a funerárias que vem sendo realizada desde a divulgação ocorrida há algumas semanas do caso da estudante de farmácia Thaís Liviane Braga, 21.
Ela morreu em um acidente de trânsito no último dia 6 e teve os órgãos e a massa encefálica retirados sem o consentimento da família.
A Polícia Civil e o Ministério Público investigam o caso.
De acordo com a Vigilância Sanitária, 33 das 47 funerárias da cidade foram vistoriadas até agora. Dessas, sete foram interditadas por estarem manipulando corpos sem a autorização legal.


