Florianópolis não tem morte por Covid-19 há quase um mês


PAULA SPERB
PAULA SPERB

PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS) - Enquanto o número de mortos pela Covid-19 cresce no país, Florianópolis não registra óbitos há quase um mês. São 28 dias sem mortes pela doença causada pelo novo coronavírus. O último óbito ocorreu em 4 de maio. São sete mortes registradas desde o início da pandemia.

Mesmo com a reabertura do comércio em 13 de abril, autorizada pelo governador Carlos Moisés (PSL) em estado, Florianópolis optou por não liberar a circulação dos ônibus, por exemplo. O transporte público na cidade está parado desde o dia 19 de março, evitando aglomeração de passageiros e circulação de pessoas. O transporte deve ser retomado apenas em 17 de junho, com até 40% de ocupação.



Se Florianópolis soma sete mortes por Covid-19 desde o início da pandemia, Porto Alegre contabilizou 37 óbitos. No período dos últimos 28 dias, quando Florianópolis não teve nenhuma morte pela doença, a capital gaúcha teve 19 mortos.

No Rio Grande do Sul, o comércio reabriu em 16 de abril. Ocorreram 224 mortes no Rio Grande do Sul e 9.332 casos confirmados, enquanto Santa Catarina são contabilizados 143 mortes e 9.037 casos.

Uma das explicações para a redução de mortes em Florianópolis, segundo o secretário municipal de saúde, Carlos Alberto Justo da Silva, é a testagem de todos casos suspeitos, independentemente da gravidade dos sintomas.

"Nunca testamos apenas os casos complicados ou apenas aqueles que chegam no hospital. Testamos quem tem sintomas mesmo que não seja grave. Também testamos os contatos destas pessoas e assim conseguimos fazer o isolamento", explica Silva.

Pessoas com resultado positivo nos testes que não têm condições de ficarem em isolamento - seja porque a residência não possui estrutura ou até mesmo pessoas em situação de rua-- recebem auxílio da prefeitura para hospedagem em pousadas e hotéis preparados para o isolamento, explica o secretário.

"Para reduzir as mortes tem que reduzir o número de pessoas contaminadas. Quanto menos contaminados, menos mortes. O óbito é o resultado mais tardio que se vê. Por isso, não se trata de agir para não ter óbitos, a questão é agir ainda com o caso suspeito. É o que tem que atacar primeiro", diz Silva.

Além disso, logo que as aulas foram suspensas em 19 de março a prefeitura distribuiu vale-refeição para cada família de criança matriculada na rede municipal. Para microempreendedores, há opção de crédito com juro zero. As medidas, acredita o secretário, colaboraram para que as pessoas pudessem ficar em casa.



"Não tem a menor possibilidade de recuperar economia com a população doente, quanto mais se consegue controlar a doença, mais rapidamente se consegue sair da crise. Infelizmente, há uma lentidão [nacional] nesse entendimento do apoio econômico. As políticas vieram tarde", opina.

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