Florestópolis pede mais segurança
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terça-feira, 07 de setembro de 2010
Micaela Orikasa<br> Reportagem Local 
Florestópolis - A morte do garoto Bruno Liduino, de 11 anos, vítima de tiro de bala perdida disparada durante uma briga entre traficantes, na última sexta-feira, chocou a população de Florestópolis (Norte). Os moradores resolveram ir às ruas na tarde de ontem para pedir justiça e segurança.
A manifestação reuniu aproximadamente 300 pessoas e bloqueou a PR-170, na saída para o município Porecatu, por três horas. ''Queremos saber onde está a segurança de nossa cidade. Meu filho morreu na porta de casa e isso não vai ter fim enquanto não houver policiamento constante. Todos os moradores estão mobilizados para exigir justiça e segurança'', desabafou Solange Liduino, enquanto segurava a foto do filho Bruno.
Florestópolis tem cerca de 12 mil habitantes e a delegacia da cidade conta apenas com dois policiais. Segundo alguns moradores, a violência no município é grande e pelo menos uma morte é registrada mensalmente. ''Tem que ter alguém para cuidar do nosso município, que está tomado pela criminalidade'', desabafou Ivete Arruda de Almeida, que teve o marido assassinado em janeiro.
De acordo com o vice-prefeito, Élio Bocato, a prefeitura já tomou todas as medidas necessárias para pedir um aumento do efetivo policial. Segundo o vereador José Moraes, na terça-feira foi enviado mais um novo ofício para a secretaria estadual de Segurança Pública.
''Desde o começo do ano estamos formulando ofícios e até um abaixo-assinado pedindo mais policiais. Enviamos (os documentos) para o comando da Polícia Militar em Curitiba e em Porecatu e para a Secretaria de Segurança Pública, mas a resposta é sempre a mesma. Eles dizem que não tem como aumentar o número de policiais aqui no município'', contou o vereador.
Os manifestantes permaneceram na rodovia até o início da noite, esperando a chegada do capitão Celso Andrade, do Batalhão da Polícia Militar de Porecatu. Ele tentou acalmar os moradores e, com o microfone em mãos, afirmou apoiar a atitude dos moradores. Segundo o capitão, 22 policiais militares estão em formação, mas só poderão atuar no final do ano.
''Sugiro que vocês formem uma comissão para conversarmos no Batalhão e pensar em outras medidas para conseguir mais policiais militares e até trazer um efetivo da Polícia Civil para cá'', afirmou o capitão Andrade. O assunto será discutido hoje pela manhã, na Câmara Municipal, onde será realizada uma reunião com a participação dos moradores e do capitão Andrade.


