Florestas nativas continuam sendo destruídas no Chile
Santiago, 23 (AE-IPS) - O processo de destruição das florestas nativas no Chile persiste por causa da política de exploração florestal. Contudo, uma lei destinada à proteção das florestas há oito anos continua emperrada no Congresso. Segundo números da Corporação Nacional Florestal (Conaf), entre 1994 e 1998 se perderam 25 mil hectares de florestas nativas nas regiões de Araucanía e Los Lagos. Estas duas regiões, a 600 e mil quilômetros ao sul de Santiago, possuem as maiores reservas florestais do pais, exploradas por inúmeras madeireiras chilenas e estrangeiras.
Segundo Marcel Claude, especialista em economia ambiental, os últimos dados do Conaf mostram que a depredação da floresta se deve cada vez mais ao modelo de exploração utilizado e menos ao uso de lenha por parte dos camponeses pobres. Claude foi demitido em 96 do Banco Central quando divulgou um estudo onde advertia que as florestas virgens do Chile iam desaparecer em 30 anos.
As estimativas do economista foram vistas pelo governo e Corporação da Madeira (Corma), entidade que reúne os empresários do setor, como por demais alarmistas. O contra-ataque da Corma veio por meio de um estudo segundo o qual a superfície florestal do país aumentou entre 1985 e 1994 de 7,5 milhões para 13,4 milhões de hectares. Segundo a organização empresarial, a cifa de 94 inclui 3,8 milhões de hectares de renováveis, ou seja, de árvores jovens, produto do processo natural de reprodução ou de reflorestamento com espécies nativas.





