Florestas não são suficientes para conter aquecimento
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quarta-feira, 23 de maio de 2001
De Nova York 
Pesquisas realizadas em uma floresta de pinheiros na Carolina do Norte demonstram que, após o crescimento inicial, as árvores passam a se desenvolver num ritmo mais lento e não absorvem tanto dióxido de carbono da atmosfera quanto se pensava.
Esses resultados sugerem que plantar árvores pode não ser o bastante para conter o aquecimento global nem servir como substituto adequado para a redução de emissões de gases causadores do efeito estufa, que retêm o calor na atmosfera terrestre.
À luz dos estudos publicados na mais recente edição da revista especializada Nature, pode ser demasiadamente otimista a esperança de transformar as florestas em fontes de absorção de dióxido de carbono e reguladoras do aquecimento global.
As florestas geralmente se desenvolvem em terrenos pobres. Pelo fato de elas aproveitarem inicialmente o carbono extra da atmosfera, rapidamente esgotam-se os nutrientes do solo e seu crescimento é drasticamente reduzido, assim como sua capacidade de armazenar o dióxido de carbono excedente.
O impacto das florestas existentes sobre o dióxido de carbono da atmosfera pode não durar muito, e também poderia não ser muito significativo, afirmou o ecologista Ram Oren, da Universidade de Duke, de onde foram dirigidas as pesquisas.
Os cientistas que não participaram dos estudos alegam que o resultado é potencialmente muito importante para determinar o papel desempenhado pelas florestas no equilíbrio das mudanças climáticas.
Se isto se aplica às florestas em geral, é possível que não possamos contar com as atuais florestas para manter uma alta capacidade de absorção de dióxido de carbono, disse o biólogo Evan de Lucia, da Universidade de Illinois, que realizou experiências anteriores no mesmo terreno.
Não podemos esperar que as florestas eliminem a ameaça de aquecimento global, sugeriu De Lucia.
Durante sua fase de crescimento, as plantas absorvem dióxido de carbono e devolvem oxigênio à atmosfera. Mas os níveis de dióxido de carbono aumentaram muito nas últimas décadas devido ao consumo de combustíveis em veículos e indústrias. (Joseph B. Verrengia, A.E.)


