Belas e delicadas, as flores sempre serviram ao homem para encantar e sinalizar sentimentos como amor, paixão, admiração e amizade. Mas elas também têm o poder de amenizar dores físicas, confortar sofrimentos e até curar. É com base na física quântica que a terapia com florais funciona.
  A terapeuta floral Tarsila Domene Bessani, de Londrina, explica que a terapia com florais se baseia no princípio de que a doença física ou emocional é resultado de um desequilíbrio energético, que por sua vez, é causado, por exemplo, por pensamentos ruins. E a função das flores - cada uma delas indicada para determinado uso - é reequilibrar essa energia.
  Por isso, um dos fundamentos da terapia floral, como na homeopatia, é tratar o paciente e não a doença, tratar as causas e não os sintomas. Mas, a semelhança com a homeopatia pára por aí. Examinando um frasco de floral não se encontra princípio ativo, pelo menos não ‘‘quimicamente falando’’ - é apenas água e o conservante de álcool. ‘‘O que está ali é a energia da planta, e é ela que vai agir. À medida que o indivíduo se equilibra, a doença vai embora’’, explica a terapeuta.
  Segundo Tarsila, assim como os seres humanos são um campo de consciência, as flores também, mas cada uma com uma ‘‘virtude’’ que nos influencia. Ela explica que sob a ótica da terapia floral, a pessoa que está com síndrome do pânico, por exemplo, está com o seu campo de consciência diminuído e a porção do medo expandida.
  Na terapia, que deve ser feita por fases, o primeiro passo é ministrar essências florais que vão aumentar a virtude oposta ao sentimento que faz mal à pessoa. No caso do pânico, essências que vão aumentar tanto a compaixão e o amor, que o medo ficará proporcionalmente pequeno.
  Nessa fase, o alívio para o paciente é grande, mas ele ainda não está curado. Na síndrome do pânico, por exemplo, a pessoa não terá mais crises, mas ainda terá que dar prosseguimento ao tratamento para se curar. ‘‘O medicamento alopático também vai conter as crises, mas deixa a pessoa anestesiada. Quando ela pára de tomar o medicamento, o medo ainda está lᒒ, compara Tarsila.
  A segunda fase do tratamento é a de conscientização, quando as essências vão ajudar o paciente a se conscientizar das causas do seu problema. No caso do pânico, o paciente vai tomar consciência do que está por trás do medo, normalmente uma raiva que não foi expressa.
  A terceira fase normalmente é de resistência do paciente, quando, consciente, ele vai escolher superar o que lhe faz mal. É uma fase difícil, porque normalmente envolve o perdão de algo. ‘‘Mas nesta fase o paciente também conta com o suporte dos florais, essências que ajudam o paciente a liberar o perdão’’, ressalta.
  E finalmente, na quarta fase, a pessoa consegue a transformação, ou a cura. ‘‘Chamo essa fase de reconstelação, porque a freqüência vibratória foi mudada’’, afirma Tarsila. Ela compara as fases a um machucado físico, que quando a gente consegue olhar e tirar a sujeira, dói, mas depois é só passar um remédio, que ele cicatriza.
  Ela ressalta que a indicação do floral precisa ser muito bem feita. Isto porque apesar do floral não ter contra-indicação ou efeitos colaterais, ele não é inofensivo. Uma essência mal-indicada pode aumentar desnecessariamente uma ‘‘virtude’’ e causar uma crise emocional.

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