Flash mob incentiva doação de órgãos em Londrina
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sábado, 18 de agosto de 2018
Marcos Roman <br> Reportagem Local 

Movimentação artística que reúne um grupo de pessoas para uma perfomance inusitada sem aviso prévio, o flash mob foi usado por uma causa nobre na manhã deste sábado em Londrina. Às 10 horas, próximo ao Banco do Brasil, integrantes da Associação de Mulheres de Negócios e Profissionais-BPW apresentaram uma coreografia com o objetivo de chamar a atenção do público para o projeto 'Doando Vidas'. A iniciativa integra a campanha nacional de doação de sangue, órgãos e tecidos.
A trilha sonora escolhida para o evento foi 'Bate Coração', sucesso na voz da cantora Elba Ramalho. "A letra desta música já dá um recado muito objetivo. É importante que a gente fale nisso, que incentive as pessoas a doarem órgãos, sangue, tecidos e leite humano", destacou a presidente da BPW Londrina, Silvia de Lima sobre a campanha realizada em parceria com a Central Estadual de Transplantes (CET/PR) .
Silvia ressaltou que o flash mob realizado no Calçadão também marca o aniversário de 28 anos da BPW Londrina. "A BPW é vinculada à ONU (Organização das Nações Unidas) e existe em todo o mundo. É uma entidade formada por mulheres empreendedoras que possui 26 associações somente no Brasil, reunindo cerca de 1,3 mil integrantes", ressaltou.
Vice-presidente da Federação das Mulheres de Negócio, Irma Sueli Oricolli enfatizou que a campanha 'Doando Vidas' é desenvolvida em Londrina pela BPW desde 2012. "Esta iniciativa surgiu um ano antes em Cuiabá (MT) focada apenas na doação de sangue. Em Londrina, ampliamos a conscientização também para a necessidade da doação de órgãos, tecidos e leite humano. Este nosso projeto ganhou diversos prêmios e foi adotado internacionalmente", enfatizou.
O flash mob promovido pelas mulheres empreendedoras pegou de surpresa os transeuntes do Calçadão. "Acho esse tipo de campanha muita válida, ainda mais quando além de conscientizar o público leva alegria para as pessoas", salientou a vendedora Mariana Teixeira. "É sempre bom ver o Calçadão animado, e por uma causa nobre é ainda melhor", afirmou o aposentado Orlando Batista.
A Macrorregional de Saúde do Norte do Paraná bateu recorde na doação de órgãos em 2017. As regionais de saúde que abrangem as cidades de Jacarezinho, Cornélio Procópio, Londrina, Apucarana e Ivaiporã registraram 73 doações. Em relação ao número de transplantes, foram realizadas 207 operações com órgãos e tecidos de doadores mortos. Deste total, foram 179 operações de córnea, 26 de rim e duas de coração. As informações são do relatório Dados de Doações e Transplantes da Central Estadual de Transplantes (CET-PR).
Para ser um doador no Brasil basta informar a família sobre a intenção de doar os órgãos após a morte encefálica, ou seja, a interrupção irreversível das atividades cerebrais. Somente os familiares podem autorizar que o procedimento seja realizado. Um único doador morto, dependendo das boas condições dos órgãos, pode salvar até dez vidas por meio das doações dos rins, coração, pulmões, fígado, pâncreas, e tecidos como ossos, tendões, córneas, pele e valvas cardíacas.


