"Fizemos um desfile para ganhar o campeonato", diz Joãosinho Trinta, da Viradouro7/Mar, 12:38 Por Beatriz Coelho Silva Rio, 07 (AE) - Eram 5h30 de hoje, quando a escola de samba Unidos do Viradouro deixava o sambódromo sob o olhar cansado e feliz de seu carnavalesco, Joãosinho Trinta. "Saiu tudo como o planejado", dizia ele. "Fizemos um desfile para ganhar o campeonato", continuava, enquanto muitsa pessoas que saíram na agremiação e outros que só a viram passar pediam para ser fotografados a seu lado. "Não vi as outras escolas porque estava envolvido com a armação da Viradouro, mas sei que desfilamos para ganhar". O enredo era "Brasil, Visões de Paraísos e Infernos", baseado na obra de Sérgio Buarque de Hollanda e dava espaço para a avantajada imaginação de Joãosinho Trinta. Carros alegóricos imensos, com infernos e paraísos medievais e indígenas, se espaçavam entre alas coloridas de todos os tons. De vermelho e branco, as cores da Viradouro, só o pessoal de apoio e algumas poucas alas. Tudo porque Joãosinho Trinta queria mostrar o que se pensa do Brasil e o que o País é na verdade. A platéia adorou e cantou junto o tempo todo, como se tivesse chegado há pouco. A escola correspondia em animação e com a batida da bateria do Mestre Ciça que, antes de entrar na avenida prometeu "as mesmas paradinhas de sempre". Outra que encantou a Sapucaí foi a ex-modelo, hoje dona de casa e empresária, Luma de Oliveira. Num biquíni mínimo de Henrique Filho, na verdade, fios dourados entrelaçados de modo a mais mostrar que esconder seu corpo, ela se mostrava emocionada antes de entrar na pista. "Adoro este lugar", comentava. "Sei que devo tudo que sou a este asfalto". E lá foi ela, bela e sorridente, como sua escola que só acabou de passar quando o dia começava a raiar. E, só então, o público arredou o pé do samódromo.