São Paulo, 19 (AE) - Uma fita de vídeo com a gravação de quem entra e sai do hotel e as impressões digitais colhidas em uma garrafa e um copo poderão ajudar o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) a identificar uma mulher suspeita de ter assassinado outra, descendente de japoneses. A vítima ainda não foi identificada.
O crime ocorreu no apartamento 20 do hotel da Rua Tamandaré, 157, na Liberdade. Ele é frequentado, segundo a polícia, por prostitutas. O corpo da mulher, aparentando 25 anos
foi encontrado na manhã de hoje pela arrumadeira M.M.S. A vítima estava caída ao lado da cama, de calcinha, sutiã e descalça, com as mãos amarradas para trás. Os peritos constataram que ela foi amarrada e estrangulada com tiras de lençol.
Cocaína - Sobre a cama havia uma seringa e um copo de plástico. Dentro do copo, restos de um pó branco, que os policiais acreditam ser cocaína. A recepcionista M.B.S. contou que duas mulheres chegaram ao hotel por volta das 21 horas de ontem (18). Pediram um apartamento. A suspeita do assassinato preencheu a ficha com o nome de Marlene Francisca da Silva, de 28 anos, nascida na capital.
Ela e a vítima alegaram que não tinham documentos de identidade. A suspeita deixou registrado na ficha o número de um Cadastro de Pessoa Física (CPF) da Receita Federal. A polícia consultou a Receita para saber se existe o número e a quem pertence.
Conforme a recepcionista, a mulher que se identificou como Marlene deixou o hotel às 4 horas. Dizendo que sua amiga estava cansada e não queria ser "importunada", pediu que a chamassem às 6 horas. Avisou também que a amiga iria pagar a diária. A recepcionista tocou o interfone do quarto 20 quando faltavam 2 minutos para as 6 horas. Ela insistiu e, como a hóspede não atendia ao interfone, pediu para a arrumadeira bater na porta. Como não houve resposta, a moça usou uma chave mestra. Funcionárias do hotel ligaram para a Polícia Militar. Dois soldados examinaram e constataram que a hóspede estava morta. Trancaram o quarto e comunicaram o crime ao DHPP.
Os peritos apreenderam, além do copo com o pó branco e a seringa, um cinzeiro com oito pontas de cigarro. A bolsa que a vítima carregava não foi encontrada. A recepcionista não soube dizer se a suspeita do crime levava algo quando saiu.
O corpo foi levado ao Instituto Médico-Legal (IML). O laudo com a causa da morte deve sair em poucos dias. Os braços da vítima tinham picadas de agulha.
Fita - Na entrada do hotel foi instalada uma câmera. A fita com a gravação do fim de semana foi apreendida pela polícia. Os funcionários disseram que os donos decidiram pela instalação do equipamento depois de seguidos assaltos.

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