O Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai (MIC) acredita que a pirataria na indústria fonográfica no país atinge cerca de 20 milhões de cópias por ano, que trazem um prejuízo de US$ 52,4 milhões para os fabricantes brasileiros.
No início deste ano, a Polícia Nacional e o Ministério iniciaram uma campanha de combate à pirataria industrial.
O Centro de Importadores de Ciudad del Este - formado por empresários que tentam combater a falsificação - não tem dados sobre a pirataria na indústria fonográfica.
Porém, diz saber como os falsificadores atuam.
Baixo investimento - Um levantamento feito pela Associação de Protetoras dos Direitos Intelectuais Fonográficos (APDIF) mostra que, com apenas US$ 5 mil em investimentos e uma cópia original do que se quer falsificar, é possível ‘‘abrir’’ uma indústria de fitas cassetes.
Estimativa do Centro de Importadores aponta que existem pelo menos 100 delas espalhadas por Ciudad del Este.
Porém, a entidade e o Ministério da Indústria e Comércio do Paraguai não podem precisar esses números.
Mecanismo - Para reproduzir fitas, basta uma máquina Telex, que possibilita a cópia de três unidades a cada minuto e meio, chegando a uma produção média de 40 mil fitas por mês. O custo da produção é muito pequeno.
A matéria-prima é uma fita cassete virgem, que custa R$ 0,36; capas impressas de baixa qualidade, ao custo de R$ 15,00 o milheiro ou R$ 0,01 a unidade, mais o salário de um funcionário, que está na média de R$ 1 mil por mês, que dividido pela produção de 40 mil fitas, custaria R$ 0,02 por unidade).
Com a matéria-prima e o custo com funcionários, a fita sai por R$ 0,40.
Os camelôs de Ciudad del Este e Foz do Iguaçu recebem o produto por R$ 1,20 e lucram R$ 1,30.
Para o consumidor, a fita pirata chega ao preço de R$ 2,50.

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