Fita de vídeo pode ajudar na identificação dos ladrões que assaltaram agência do Banespa
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segunda-feira, 05 de julho de 1999
Por Renato Lombardi 
São Paulo, 06 (AE) - Os ladrões que assaltaram a agência do Banespa na Rua Boa Vista, no centro de São Paulo, na madrugada de ontem (05), e levaram R$ 32,5 milhões, em dinheiro, poderão ser identificados com a ajuda de uma fita de vídeo com a gravação do roubo. Os assaltantes carregaram cerca de 30 fitas do centro de circuito de tevê, mas ignoravam a existência de outra. A gravação do vídeo mostra alguns dos ladrões chegando ao cofre e depois levando os malotes com o dinheiro. Este foi o maior assalto do País nos últimos anos.
Na fuga, os ladrões deixaram R$ 158 mil em notas de R$ 10,00. O assaltante que carregava o malote reclamou que estava muito pesado e foi largando dezenas de cédulas pelos corredores. A Delegacia de Roubos a Banco, responsável pela apuração, já tem os retratos falados de seis dos acusados. Eles foram feitos com base nas informações dos seguranças. Delegados e investigadores negam-se a dar informações das suspeitas e das investigações. "Estamos trabalhando com todos os nossos meios e esperamos ter sucesso em pouco tempo", afirmou o chefe dos investigadores, Sílvio Sciaccia.
A direção do banco também não se manifestou. O Banespa conseguiu somente no fim da tarde de ontem saber o total do dinheiro levado pelos ladrões. Os funcionários da tesouraria ficaram conferindo os malotes durante a maior parte da segunda-feira. Na soma, chegaram aos R$ 32,5 milhões. No cofre ao lado do que teve a porta aberta pelos assaltantes com uma furadeira havia quase R$ 90 milhões. Um dos seguranças ouviu um dos ladrões dizer que aquela porta seria impossível abrir. Incendiada - As duas vans utilizadas pelos assaltantes para carregar o dinheiro foram deixadas na Rodovia dos Imigrantes. A que estava no km 17 foi incendiada. A outra, no km 14, passou por perícia e os peritos conseguiram tirar algumas impressões digitais. O segurança da empresa Estrela Azul levado pelos ladrões e deixado no bairro do Capão Redondo, na zona sul, disse a seus colegas de empresa que durante o trajeto foi ameaçado de morte se os denunciasse ou reconhecesse suas fotografias. Teria comentado com a polícia que os criminosos ficaram surpresos com a existência de tanto dinheiro no cofre e nos malotes.
Mais de 30 policiais estão empenhados na investigação para a identificação e prisão da quadrilha. Para a polícia, os assaltantes receberam informações de quem conhece muito bem as dependências do banco, principalmente onde estão os cofres. Os ladrões ficaram quatro horas esperando que a porta fosse aberta com uma furadeira. Na fuga, trancaram oito seguranças e o supervisor do banco em uma sala.
Este ano, de janeiro a junho, o número de roubos a bancos diminuiu na capital em comparação com o mesmo período de 1998. Foram 275 em 1999 e 404 em 1998.


