Paulo Pegoraro
De Cascavel
A barragem da hidrelétrica de Salto Caxias, no Rio Iguaçu, operada pela Copel, apresentou uma fissura em sua parede de montante (abaixo do reservatório), pela qual vaza água que deveria passar apenas pelas comportas e estrutura que alimenta as turbinas. Moradores da região têm manifestado preocupação com a segurança de suas casas e propriedades.
A Copel assegura que não há risco de a fissura aumentar ou de fazer a barragem rachar. Na construção da barragem foram utilizados 1,43 mil metros cúbicos de concreto e 30 mil toneladas de ferro. Segundo engenheiros da Copel, a estrutura naturalmente ‘‘trabalha’’, de acordo com a variação térmica, e o surgimento de fissuras é problema previsível. A fissura existente tem 1,5 milímetro de largura, e por ela vazam 200 litros de água por minuto.
O engenheiro Paulo Quevedo explica que já foi providenciada a vedação da fissura. Ao mesmo tempo, são estudados materiais ‘‘mais flexíveis’’ para este fim no laboratório da Copel. Segundo o técnico, não há outras fissuras.
A barragem tem 1.083 metros de comprimento por 67 metros de altura. Ali se acumulam 3,5 bilhões de metros cúbicos de água, ao longo de um reservatório com 131 quilômetros quadrados de superfície, banhando nove municípios no Oeste e Sudoeste do Estado. Salto Caxias tem capacidade para 1.240 megawatts.

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