Fisioterapia trata perda de urina
Recuperar a musculatura do trato urinário é a melhor maneira de tratar a incontinência urinária. Isso é feito com a fisioterapia uroginecológica, ainda pouco conhecida da população.
A fisioterapeuta Edine Kitahara explica que a terapia é como uma ''musculação'', feita com exercícios e a utilização de aparelhos, que, aliados, dão resultado melhor.
Entre as possibilidades de técnicas está a eletroterapia, que utiliza corrente elétrica, aplicada através de sonda, para estimular a musculatura da região.
O biofeedback, também através de sonda, é um sistema que mostra em um gráfico no computador se o paciente está conseguindo contrair o esfíncter e o quanto isso melhora com o tempo. ''Fica mais fácil para o paciente ter a percepção corporal de uma região que normalmente ele não tem'', atesta a fisioterapeuta.
Outra técnica utilizada é a do retreinamento vesical. Para isso é preciso fazer um diário marcando os horários em que se urina - definindo assim o perfil do paciente. ''Tem gente que segura por muito tempo, e tem o que faz xixi muitas vezes, além do normal, e isso altera a capacidade da bexiga'', explica, lembrando que o ideal é, em média, urinar a cada três horas.
O tratamento consiste, então, em treinar a capacidade do paciente de armazenar por mais ou menos tempo o xixi. ''Segurar muito leva a um ambiente propício para infecção'', alerta. Ela lembra ainda que quem perde urina acaba, por medo, bebendo menos água, o que pode levar a outros problemas e modificações fisiológicas.
Outra técnica, o trabalho manual trabalha a musculatura do esfíncter e do períneo, e a ginástica hipopressiva, uma técnica francesa, comprovadamente ajuda a fortalecer a musculatura na área.
Os resultados dependem do paciente e do grau de incontinência. Normalmente para quem procurou ajuda no início, o tratamento é rápido. ''Mas, independente se a perda urinária é controlada total ou parcialmente, a qualidade de vida sempre melhora, nem que seja diminuir a quantidade de fraldas'', avalia. (C.P.)





